<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680</id><updated>2011-07-08T03:05:23.881-03:00</updated><title type='text'>jd_psico</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>34</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-9134297107969063447</id><published>2010-06-23T12:43:00.002-03:00</published><updated>2010-06-23T12:43:57.358-03:00</updated><title type='text'>Mudança</title><content type='html'>Estamos com endereço e visual novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para continuar acessando o blog, vá para&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.psicojd.blogspot.com/"&gt;http://www.psicojd.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-9134297107969063447?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/9134297107969063447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=9134297107969063447&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/9134297107969063447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/9134297107969063447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2010/06/mudanca.html' title='Mudança'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-7006286353189563958</id><published>2010-06-16T01:42:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T01:46:04.203-03:00</updated><title type='text'>Como sobreviver à própria família</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/TBhTkzw6LhI/AAAAAAAAL2o/p9mS_VdPcMM/s1600/Digitalizar-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/TBhTkzw6LhI/AAAAAAAAL2o/p9mS_VdPcMM/s320/Digitalizar-1.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem nunca se sentiu, em algum momento, preso na própria família? Quem nunca teve a impressão de ser esmagado por uma realidade sobre a qual não podia influir? Desejo que esta obra esclareça essas situações familiares, que todos conhecemos, com uma luz diferente da que estamos acostumados. Na maioria das vezes, não é a realidade em si que nos prepara uma armadilha e sim uma representação dessa realidade construída com o passar dos anos e dos acontecimentos. Como vamos ver, cada um desempenha um papel bem específico no roteiro familiar e a distribuição desses papéis, em geral, é feita à revelia de todos. A armadilha se fecha, um sistema rígido se instala e todos se sentem prisioneiros. Alguns membros da família sofrem, sintomas aparecem...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao descrever e comentar as situações, das quais a maior parte diz respeito à nossa vida cotidiana, tentei oferecer ao leitor uma forma de perceber o que lhe acontece; tentei mostrar de que maneira participa delas sem querer, e como, para sair desse círculo vicioso no qual está preso com os parentes, ele pode conseguir delimitar o seu território, fazendo com que seja respeitado pelas pessoas que o cercam - sem provocar hostilidade, mas, ao contrário, conseguir aliados e não adversários.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobreviver à própria família passa a ser, então, sobreviver à idéia que fazemos dela. Como os membros da minha família, a cultura na qual cresci, meus relacionamentos sociais, a mídia, me constroem, me esculpem, limitando a minha capacidade de mudança ou de adaptação? Por que me sinto preso na minha realidade familiar? Será que não participo, contra a minha vontade, da escultura de uma situação que, forçosamente, é mútua?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde o meu nascimento, estou preso num contexto: a maneira como fui esperado, olhado, o nome que recebi e muitos outros elementos constituem um ambiente de regras e mitos, criado e compartilhado entre os membros da família, cuja coesão e permanência ela garante. Desde que cheguei ao mundo, participo desse universo cuja estrutura também manterei. À medida que vou crescendo, os mitos e as regras da minha família não poderão mais ser diferenciados da maneira como eu os percebo e como me situo em relação a eles. A partir de então, torno-me ator da peça que representamos juntos: como vou me dar o direito de ser suficientemente "desleal" em relação àqueles que me cercam, ou à imagem que tenho deles, para ver minha família de um modo diferente do que eles a vêem - de um modo diferente do que eu também a vejo? Como abrir caminho fora das rotinas repetitivas e aparentemente inevitáveis nas quais nos atolamos de comum acordo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas são as perguntas às quais este livro se esforça para responder. Evitando longas elaborações teóricas, me esforcei para comentar casos concretos e mostrar o ensinamento que podemos tirar deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui vão algumas explicações. Em primeiro lugar, foi impossível ser exaustivo. Diante da imensa e complexa paisagem das situações familiares, precisei fazer uma escolha. Porém, como veremos, muitos dos princípios evidenciados num caso também valem para outros e trata-se mais de compreender a natureza do que podemos fazer e não de aplicar receitas mecanicamente. Em segundo lugar, esses princípios, válidos na maioria das situações da vida cotidiana, não funcionam da mesma maneira em contextos de abuso e violência em que devemos, antes de tudo, nos proteger, nem em casos graves em que uma ajuda medicamentosa e, se necessário, uma hospitalização devem completar a psicoterapia. Finalmente, eles não são dirigidos especificamente aos filhos, nem aos pais, pois todos estamos envolvidos em relações cujas tensões incessantes só poderemos evitar se aceitarmos reconhecer o papel que nós mesmos desempenhamos nelas. Como este livro vai mostrar, assim espero, é a conquista da nossa capacidade em modificar as regras do sistema em que&amp;nbsp;vivemos que permitirá a todos os membros da família terem acesso à mudança. Assim é que os vínculos que me unem aos outros, lugares e causas do meu sofrimento, podem ser os próprios caminhos da minha libertação e da deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mony Elkaim&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como Sobreviver à própria família&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São Paulo: Integrare Editora, 2008&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/TBhTmcXUDJI/AAAAAAAAL2s/7RPmF25Vot0/s1600/Digitalizar0001-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/TBhTmcXUDJI/AAAAAAAAL2s/7RPmF25Vot0/s320/Digitalizar0001-1.jpg" width="210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-7006286353189563958?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/7006286353189563958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=7006286353189563958&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/7006286353189563958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/7006286353189563958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2010/06/como-sobreviver-propria-familia.html' title='Como sobreviver à própria família'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/TBhTkzw6LhI/AAAAAAAAL2o/p9mS_VdPcMM/s72-c/Digitalizar-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-2884852238783556534</id><published>2009-07-24T03:10:00.004-03:00</published><updated>2009-07-24T03:15:42.572-03:00</updated><title type='text'>Criança, a alma do negócio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Publico hoje um excelente documentário de Estela Renner, que mostra os efeitos da publicidade no comportamento e nos valores das crianças. O filme foi feito em São Paulo com depoimentos de pais e filhos, além de entrevistas com especialistas da área. O video tem 49 minutos de duração, mas vale a pena arranjar um tempo para assisti-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="30%" height="368"&gt;&lt;param name="movie" value="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?path=/7/55/58/&amp;amp;id=155175&amp;amp;host=http://st1.mais.uol.com.br&amp;amp;mediaId=crianca-a-alma-do-negocio-04023964D8A17326" /&gt;&lt;param name="wmode" value="window" /&gt;&lt;embed width="100%" height="368" wmode="window" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?path=/7/55/58/&amp;amp;id=155175&amp;amp;host=http://st1.mais.uol.com.br&amp;amp;mediaId=crianca-a-alma-do-negocio-04023964D8A17326" type="application/x-shockwave-flash"/&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-2884852238783556534?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/2884852238783556534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=2884852238783556534&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/2884852238783556534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/2884852238783556534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2009/07/crianca-alma-do-negocio.html' title='Criança, a alma do negócio'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-4905036026822714155</id><published>2009-07-23T00:56:00.004-03:00</published><updated>2009-07-23T01:03:16.694-03:00</updated><title type='text'>Alienação parental e vida política</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebi da Daniela Vitorino, produtora do filme A Morte Inventada, o &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4402"&gt;&lt;b&gt;link &lt;/b&gt;&lt;/a&gt;para este interessante artigo, que reproduzo abaixo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alienação parental e vida política&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Luis Carlos Lopes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O documentário "A morte inventada", de Alan Minas, de 2009, problematiza uma das fronteiras contemporâneas da manipulação no âmbito privado da vida, a chamada "alienação parental". O longa-metragem, além da insofismável qualidade cinematográfica teve o seu eixo baseado em entrevistas de pais e filhos que relatam o que, sobretudo, sentiram e seus pontos de vista sobre o problema. O contraponto é dado por profissionais, também ouvidos, que lidam cotidianamente com o mesmo problema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, o documentário até hoje não entrou no circuito dos cinemas e nem foi para a televisão. Apesar de sua importância social e política imensa, continua sendo exibido em sessões para convidados, freqüentadas, mormente, pelos profissionais que atuam nos tribunais, alguns pais e filhos que se sentem injustiçados e por outros que de alguma forma se sentem afetados pela mesma questão. O grande público continua sem saber o que é o conceito sociológico de "alienação parental", mas o conhece muito bem na prática de suas vidas e na de seus próximos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte-se do princípio que o fato político não é somente o que, por exemplo, ocorre no Senado ou na Presidência da República. A política não deve ser entendida como, apenas, a atividade parlamentar ou as decisões e ações dos poderes constituídos. Na verdade, a política está na vida cotidiana, nas relações que se estabelecem entre as pessoas e no modo como isto é reconstruído na mente de todos. A política perpassa a vida e orienta como ela se desdobrará. Como se sabe, o analfabetismo político não é coisa pequena. Invade o tecido social e fomenta a mais terrível das ignorâncias: a incapacidade de reconhecer os seus reais inimigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O contexto sociofamiliar tem imensas implicações no voto, na visão crítica da vida e nas ações cotidianas de todo mundo. Se a família é conservadora em sua essência, seus membros mimetizarão o conservadorismo que aprenderam em casa. É verdadeiro, também, que podem se rebelar e deixar de achar que devem reproduzir suas vidas tal como se fossem ovelhas de um rebanho, sem vontade própria e sem atender suas demandas específicas. É também verdadeiro que o progressismo de uma família tem imensas implicações na vida dos seus membros, podendo ou não, ter efeitos inversos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema é que a família concreta consiste em uma forte relação de poder. Imaginando-se que alguns dos seus membros possuam mais dinheiro ou mais poder simbólico do que os outros, não é difícil entender que se tente usar e esse poder para impor seus interesses. Será que em um caso rumoroso de farto conhecimento público, tudo seria igual se os avós maternos e seu pai substituto fossem pessoas mais simples? Se fosse filho de um professor, alguém estaria disposto, no contexto brasileiro, a fazer passeatas para que ele ficasse no Brasil? O caso teria ido ao STF?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme aborda a difícil relação com os filhos que se estabelece após uma separação ou divórcio. Felizmente, não em todos os casos, um dos genitores tenta afastar os filhos do outro genitor, usando de todos os subterfúgios que a lei e a sociedade oferecem, agindo ilegalmente, tendo ou não o apoio de outros familiares e dos próprios filhos, envolvidos na trama. A "alienação parental" consistiria em uma espécie de"lavagem cerebral", onde o filho seria convencido dos "pecados" do outro genitor, tratado como alguém que haveria o abandonado. Se a vítima constitui outra família, fica ainda mais fácil fazer esta operação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente, que há pais que abandonam os filhos, que não assumem quaisquer responsabilidades. Aliás, este problema é recorrente no Brasil, consistindo em uma das dimensões da miséria e da opressão. O caso de Lula - atual Presidente da República - é bem conhecido e está longe de ser único. Ao contrário, é bastante comum ainda hoje. A miséria e a ignorância produzem monstruosidades e a fatura acaba na mão das crianças e de alguns adultos. A alienação política e social de ter filhos porque se deve tê-los, sem maior reflexão ou com outros propósitos, também nada tem a ver com o problema em tela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As práticas sexuais e afetivas de milhões seriam objeto de outro documentário. Neste, o foco principal é o que se vive em parcelas das classes médias entre os pais responsáveis e interessados pelos seus filhos. A "alienação parental" é mais rara entre os mais pobres e os mais irresponsáveis. Entre estes, o que domina é a parcial ou total falta de interesse. Esta é sempre fruto da ignorância, da miséria, da opressão ou da alienação. Nas classes médias para cima, os filhos, em vários casos, são tratados como uma espécie de propriedade valiosa, sobre os quais incidem direitos de pensões, de heranças ou de manutenção forçada de casamentos falidos. Não raro, eles garantem que casamentos desfeitos ou em crise permanente demorem décadas para acabar de fato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A manipulação jurídica e social, assistida por um Estado complacente, permite que a "alienação parental" tenha livre curso. Um pai ou uma mãe, interessado na educação dos seus filhos, deve pagar pensão até os 24 anos do mesmo, se assim for determinado. Entretanto, não lhe é dado direito de qualquer intervenção no curso desta mesma educação - se não tiver a guarda ou, simplesmente, não morar com o mesmo -, por mais que as decisões do filho e do outro genitor sejam absurdas e incoerentes. Deve-se pagar, mesmo sem concordar com o que se sabe. Quase sempre, saber é algo bastante difícil. É um dos poucos casos, onde o pagamento de algo não é passível de discussão do emprego do dinheiro gasto. Os juristas dirão que isto pode ser discutido em uma Corte. Todavia, é conhecido que, na prática, o que se discute é se houve o pagamento. Se não houve, se vai para a prisão. O que é feito com o dinheiro, não é objeto de discussão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de não falar diretamente, o filme acaba discutindo os significados políticos e sociais do fim dos casamentos no Brasil contemporâneo. O divórcio está estabelecido desde 1975. Entretanto, perdura na sociedade brasileira a idéia religiosa da indissolubilidade dos laços matrimoniais. O poeta Vinícius disse que as uniões deveriam "ser eternas enquanto durem", todavia, ainda se acredita em uma família que não existe, ou jamais tenha existido de fato. A operação do divórcio, apesar de ser rotineira, ainda não é bem compreendida, gerando imensos sofrimentos, retaliações e punições, dentre elas, a "alienação parental".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O autor escreveu este artigo em homenagem aos que jamais usaram seus filhos como armas de suas infelicidades pessoais. Lamenta que o problema exista e recomenda a todos que vejam o filme e reflitam. Pensem três vezes antes de confundir suas frustrações com as responsabilidades que deveriam ter junto aos seus filhos. Quanto à Justiça, é preciso lutar para democratizá-la, para se criar uma instância independente que a fiscalize e impeça o arbítrio. Esta questão é política e precisa ser fortemente debatida. A "alienação parental" deveria ser punida, na forma da lei a ser criada, como já ocorre em alguns países. Todos que a praticam deveriam ser responsabilizados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Luís Carlos Lopes é professor, autor do livro "Culto às Mídias", dentre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-4905036026822714155?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/4905036026822714155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=4905036026822714155&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/4905036026822714155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/4905036026822714155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2009/07/alienacao-parental-e-vida-politica.html' title='Alienação parental e vida política'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-8018851798487337488</id><published>2009-07-10T00:17:00.001-03:00</published><updated>2009-07-10T00:22:26.495-03:00</updated><title type='text'>Reportagem sobre Alienação Parental</title><content type='html'>&lt;object codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,0,0" id="doc_301151489039513" name="doc_301151489039513" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" align="middle" height="500" width="100%" &gt; 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margin:0px auto 10px; text-align:center; width: 400px; height: 166px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/SkIfzytzWPI/AAAAAAAAGTs/RdACZWUEQC4/s400/rio+do+sul.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350874281917241586" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou indo hoje a Rio do Sul falar para pais dos alunos do Colégio Dom Bosco. O tema da minha fala, sugerido pela Escola, é "Relações familiares: que tipo de auxílio as famílias estão buscando?"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-4254412252739153548?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/4254412252739153548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=4254412252739153548&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/4254412252739153548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/4254412252739153548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2009/06/relacoes-familiares.html' title='Relações familiares'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/SkIfzytzWPI/AAAAAAAAGTs/RdACZWUEQC4/s72-c/rio+do+sul.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-5706306011465620094</id><published>2009-06-20T03:21:00.002-03:00</published><updated>2009-06-20T03:30:10.216-03:00</updated><title type='text'>Alienação parental</title><content type='html'>Quarta feira participei de um debate sobre o filme &lt;a href="http://www.amorteinventada.com.br" target="_blank"&gt;A Morte Inventada&lt;/a&gt;, um belíssimo documentário sobre alienação parental.&lt;br /&gt;Para quem quer saber mais a respeito, publico abaixo, em três partes, um programa transmitido pela TV Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ldo_OWFYMfg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ldo_OWFYMfg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GfH4mMHuels&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GfH4mMHuels&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" 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src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-323386131134699078</id><published>2009-06-14T00:15:00.001-03:00</published><updated>2009-06-14T00:17:20.412-03:00</updated><title type='text'>Os inumeráveis estados do ser</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;por Ferreira Gullar, Folha de SP, 17 de maio de 2009&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na época em que Nise da Silveira estudou psiquiatria, os métodos adotados para tratamento da esquizofrenia eram a lobotomia e o choque elétrico. Ela, horrorizada, negou-se a usar esse tipo de tratamento, criando assim um problema para o diretor do Centro Psiquiátrico Nacional, que era seu amigo e não queria demiti-la. Como alternativa, ela optou por dedicar-se a lidar com os pacientes que, como terapia, cuidavam da arrumação dos quartos e limpeza dos banheiros. Foi quando teve a ideia de acrescentar a essas ocupações, outras, como trabalho de encadernação, modelagem, desenho e pintura. Assim nasceram os ateliês e, como resultado deles, o Museu de Imagens do Inconsciente. Naqueles ateliês surgiram alguns artistas de grande talento, cujas obras hoje integram o acervo da arte brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa integração não se deu facilmente, uma vez que a maioria dos críticos de arte e mesmo artistas negavam-se a reconhecer como arte a produção de doentes mentais. O crítico Mário Pedrosa foi o primeiro, entre nós, a defender a legitimidade da expressão daqueles artistas que surgiam, por assim dizer, à margem da história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A resistência dos que negavam valor artístico àquelas obras decorria do preconceito contra o doente mental e da incompreensão da natureza mesma do trabalho artístico. Custaram a compreender que não era a loucura que fazia daquelas pessoas artistas, e, sim, a vocação, o talento de que nasceram dotadas. Não é a loucura que produz arte, uma vez que das dezenas de pacientes que trabalharam nos ateliês do CPN, no Engenho de Dentro, só uns poucos -cinco- de fato criaram obras de real qualidade estética.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, deve-se entender que o propósito da dra. Nise não era formar artistas, mas, sim, oferecer aos pacientes a possibilidade de se expressar e, desse modo, dar vazão a impulsos e inibições que não encontrariam outro modo de superar. É que, em geral, o doente mental tem dificuldade de se expressar logicamente, como o exige a linguagem verbal. Já a linguagem pictórica, não-verbal, constituída de cores, linhas, símbolos visuais, dispensa o logos para se estruturar. Por essa razão, ao mesmo tempo que serve de vazão aos impasses emocionais, permite-lhe construir uma totalidade simbólica plena, bela, que lhe dá alegria e autoafirmação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um exemplo bem evidente disso é o caso de Emygdio de Barros, que, após 23 anos de mudez, encontrou na pintura o caminho para realizar suas potencialidades de artista. Na verdade, não só lhe seria impossível valer-se da fala ou da escrita, como jamais, através delas, conseguiria inventar um espaço imaginário tão rico de significações como o encontramos em seus quadros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pintura não o curou mas permitiu-lhe superar o mutismo em que se trancara, a ponto de, certo dia, manifestar o desejo de voltar para casa. E o fez de maneira muito especial, ao dizer a dra. Nise que, naquele Natal, queria como presente um guarda-chuva. Após um primeiro momento de surpresa, ela entendeu que, se queria um guarda-chuva, é que deseja sair do hospital, já que lá dentro não chove.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mário e Almir Mavignier, temendo que ele parasse de pintar, sugeriram fazer uma exposição de seus quadros, como propósito de vendê-los -e, com o dinheiro, comprar telas, pincéis e tinta. Apenas seis quadros foram vendidos, dos quais cinco foram comprados por Mário Pedrosa -aliás, as únicas vendidas de todas as que foram criadas nos ateliês do CPN, já que o objetivo de dra. Nise era conservá-las como objeto de estudos médicos para a compreensão do fenômeno psíquico que ela designava, adotando uma expressão de Antonin Artaud, como “os inumeráveis estados do ser”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emygdio foi morar com a família e, pouco depois, parou de pintar, ou porque o dinheiro acabara ou porque a família preferiu gastá-lo em coisa mais útil. Assim, passaram-se alguns anos sem que se tivesse qualquer notícia dele. Enquanto isso, críticos e artistas começaram a reconhecer a qualidade artística das obras criadas nos ateliês do CPN. O Museu de Imagens do Inconsciente ganhou prestígio internacional, e a obra da dra. Nise, o reconhecimento tanto de estudiosos da arte quanto da psiquiatria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eis que, um belo dia, um senhor de paletó e gravata, com uma maleta na mão, chegou ao hospital do Engenho de Dentro. Era Emygdio de Barros, que voltara para retomar seu trabalho de pintor. E pintou ali até completar 80 anos, quando, por força de lei, teve que ser transferido para um asilo de idosos, onde morreu aos 92 anos de idade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-323386131134699078?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/323386131134699078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=323386131134699078&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/323386131134699078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/323386131134699078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2009/06/os-inumeraveis-estados-do-ser.html' title='Os inumeráveis estados do ser'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-1369148821775644885</id><published>2009-05-06T00:01:00.000-03:00</published><updated>2009-05-06T00:01:00.051-03:00</updated><title type='text'>Entrevista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Transcrevo abaixo entrevista concedida por mim ao jornalista Eduardo de Oliveira, publicada no &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/brasilcomz" target="_blank"&gt;Blog Brasil com Z&lt;/a&gt; em 30.4.2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Psicólogo explica os efeitos da alienação parental na criança &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No debate sobre o caso Goldman se fala em “pensar no bem estar do menino.” Trata-se essencialmente do estado emocional de Sean Goldman. A herança psicológica que o menino americano vai levar desse moroso processo judicial também deve interessar a todos que o amam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi para falar dos efeitos psicológicos que uma alienção parental causa que resolvi entrevistar o psicólogo João David Cavallazzi Mendonça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, Mendonça é especialista em Psicologia Clínica e Professor e Supervisor Clínico no curso de Especialização em Terapia Familiar no Familiare Instituto Sistêmico, de Florianópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psicólogo não foi convidado para falar exclusivamente do caso Goldman (vejam que ele até cita a ética). No entanto, é papel do jornalista chegar até a fronteira do aceitável para buscar a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema é fascinante e merece o espaço dedicado neste blog. Mendonça cobre vários campos cruciais no embate familiar, das inseguranças do filho, até o papel do pai-vítima e a função dos alienadores no processo pós-alienação da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diz Joseph Califano, professor da Universidade Columbia: "Não estamos fazendo a apologia do casamento, mas quando decide ter um filho, o homem precisa ter consciência de que este sim é um compromisso indissolúvel.” O senhor está de acordo? Por quê?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo, especialmente quando o autor refere-se à paternidade como um compromisso indissolúvel. Gosto do termo “compromisso” porque me remete à idéia de que a presença do pai na vida da criança é tão importante quanto à presença da mãe. A cada dia surgem novos estudos e pesquisas que revelam a importância da presença paterna e sua influência positiva no desenvolvimento psicossocial das crianças, até mesmo como meio de prevenção contra o envolvimento em situações de drogadição e violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estudos de psicologia mostram que na faixa etária entre 0 a 4 anos, a criança começa a se identificar com a figura materna, se menina, e com a figura paterna, se menino. Nesta fase do desenvolvimento emocional e cognitivo, quais os riscos das sequelas de um divórcio? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma criança deseja, a priori, a separação de seus pais, e geralmente esta é uma situação de muito sofrimento para ela. No entanto, os efeitos do divórcio sobre a criança dependerão muito das circunstâncias em que se dá esta separação. Se o divórcio é feito de uma maneira em que há respeito mútuo entre os pais, o desenvolvimento psicológico da criança não estará necessariamente prejudicado. Se ela percebe que apesar das dificuldades inerentes a um processo de separação, há um clima de cooperação e convivência mínima, será mais fácil para a criança assimilar e elaborar a nova configuração familiar. Por outro lado, o que se constata é que quanto mais grave e intensa for a batalha entre os ex-cônjuges, incluindo aí a proibição de visitas, maior o sofrimento psíquico dos filhos envolvidos. Neste caso, as crianças podem vir a desenvolver sintomas os mais variados como uma resposta emocional ao seu sofrimento. Podem apresentar sintomas de depressão, alterações no comportamento, diminuição do rendimento escolar, ansiedade de separação, ou podem ainda desenvolver fobias ou retraimento social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em quanto tempo depois do afastamento do outro genitor, a criança começa a dar os primeiros sinais de depressão? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há um período propriamente determinado, pois isto dependerá de várias circunstâncias que envolvem o caso. Há condições internas e externas que podem afetar o rumo das coisas. A presença de pessoas significativas para a criança, que lhe ofereça amparo, afeto e compreensão, pode servir como um fator de prevenção da depressão ou outra conseqüência negativa advinda da separação. Mas é comum que após algumas semanas sem o convívio com um dos genitores, especialmente quando a espera pelo contato vai aumentando e o contato não ocorre, algumas crianças passem a sentir uma saudade que se transforma em tristeza, que por sua vez pode se constituir num quadro de depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No caso da alienação parental, como a criança se sente tendo que anular os momentos felizes que passou com os dois pais, e sendo forçada a lembrar momentos tristes? Como a criança encara as novas informações contadas pelo alienador sobre o pai alienado? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com bastante confusão. Penso aqui em dois cenários. Um deles é a falta de informações a respeito do genitor ausente, que pode gerar na criança fantasias de ter sido abandonada ou rejeitada. No outro cenário, característico da “alienação parental”, as informações recebidas pela criança a respeito do genitor alienado são sempre de desqualificação e críticas negativas, com vistas a denegrir a sua imagem perante a criança. Eu considero ambos os cenários uma forma de abuso psicológico contra a criança, cujas conseqüências podem incluir até mesmo sérios distúrbios emocionais, transtornos de identidade e drogadição. Na Terapia de Família, trabalhamos com um importante conceito que pode se encaixar neste caso, que é o da “lealdade invisível”. Mesmo que a criança inicialmente não concorde nem perceba o genitor ausente sob a ótica do genitor alienador, ela passa a “ter que acreditar” nas mesmas coisas devido ao seu vínculo e dependência emocional com o genitor que está mais próximo. Ou seja, apesar de gostar e sentir saudade do genitor alienado, a criança não pode deixar transparecer tal sentimento, sob pena de decepcionar ou desagradar o genitor com quem ela convive. É simplesmente uma situação enlouquecedora para a criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De que forma pode-se ajudar os pais que sofrem com filhos separados de seu convívio? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudá-los, antes de tudo, a compreender que o filho separado pode estar vivenciando um conflito de lealdade invisível, em que ele se sente com o coração literalmente dividido, sem que consiga se dar conta disso. É papel do adulto compreendê-lo. Considero também importante que estes pais estejam disponíveis e sensíveis à necessidade da criança, mesmo que à distância, e tentar pensar como estes pais poderiam se fazer presentes de outras formas, enquanto a presença física ainda não é possível ou é limitada. Seria possível escrever cartas, enviar vídeos, comunicar-se pela internet, enfim, tentar criar meios de participar de alguma forma da vida da criança. E, claro, uma ajuda profissional para lidar com esta ausência poderia ser muito benéfica também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porque o alienador não enxerga que ao separar o genitor do filho o principal prejudicado é a criança? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque na maioria das vezes o alienador está tão cego pelo ódio e rancor, por desejos de vingança, que toda esta perturbação emocional não permite que ele esteja sensível às necessidades óbvias da criança naquele momento, que é o de ter o direito de conviver com ambos os pais. Também creio que o medo do alienador de perder o afeto de seu filho para o “outro” também é um fator que impede que ele perceba o sofrimento da criança, apesar de amá-la de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como deve ser o tratamento da criança depois que ela descobre que todo aquele sentimento sobre o alienado era falso? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança pode vir a se sentir culpada por ter sido injusta com um dos genitores, ou pode sentir-se aliviada ao perceber que este genitor não era aquele monstro que estavam falando. Ou ainda, podem surgir sentimentos de raiva contra o genitor alienador. Ou, o mais provável, é que tudo isto apareça junto. Então, o tratamento deve abordar toda esta gama de sentimentos, a culpa, a raiva, o alívio, e especialmente, deve buscar ajudar a criança a reintegrar o genitor alienado em sua história de vida, sem que ela precise, para isso, renunciar ao outro genitor. É ajudá-la a construir e recontar a sua história, agora com pai e mãe, mesmo que pai e mãe não sejam mais marido e mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual conselho o senhor daria para pessoas que afastam os filhos dos pais? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar conselhos é sempre difícil, e não sei se as pessoas estão dispostas a recebê-los. Mas creio que eu sugeriria a estas pessoas que fizessem uma sincera revisão de vida, e buscassem honestamente um divórcio emocional de seu ex-cônjuge, além do divórcio judicial. Afinal, tenho muitas razões para acreditar que ex-cônjuges que ficam eternamente lutando entre si estão mostrando que ainda não se divorciaram de fato. O litígio é apenas uma maneira de continuarem vinculados um ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No caso de um pai que recupera o direito de morar com o filho, como esse pai poderia agir para auxiliar o filho neste momento difícil (perda da mãe, mudança de residência)? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reestruturar sua vida para dar toda segurança psicológica a essa criança, buscar todos os recursos possíveis para que ela tenha meios de lidar com estas mudanças, e especialmente, não reagir à ex-esposa da mesma maneira com que ela possa ter agido com ele. Ou seja, não privar a criança do contato e convívio com o outro genitor, nem com sua família ampliada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como a família materna de Sean pode ajudar nesta transição se ele for morar com o pai? E no caso da criança ficar no Brasil, como eles devem agir para aproximar pai e filho? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheço os detalhes jurídicos do processo do caso Sean, apenas possuo as informações que acompanho através da mídia, especialmente pela web, já que é sabido que a família materna vem tentando impedir a divulgação do caso pela imprensa brasileira. Portanto, prefiro falar em tese, para que eu não incorra em alguma injustiça. Eticamente, não me sinto capacitado a fazer algum tipo de análise de uma família com a qual não tive contato pessoal para entender melhor as circunstâncias que cercam um caso tão complexo. Mas sinto-me à vontade para afirmar que, seja quem for o portador da guarda de Sean, é fundamental que se compreenda que “ter a guarda” da criança não é sinônimo de “ter a posse” da criança, e que da mesma maneira, aquele que não detém a guarda, não é apenas um coadjuvante, ou um personagem secundário na história. Fique no Brasil, ou volte para casa, Sean precisará muito da ajuda tanto do pai quanto da família materna, para que ele se restabeleça deste pesadelo que ele vive desde os 4 anos, quando foi abruptamente retirado do convívio com o pai. É difícil imaginar que depois de um litígio como este, que tomou proporções internacionais, as famílias envolvidas possam chegar a uma convivência pacífica, mas eis aí a grande oportunidade para que eles demonstrem ao mundo o quanto realmente amam Sean.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Será mesmo necessário ter psicólogos presentes quando o genitor visita a criança? Isto não gera um certo desconforto – ou pode ser considerado intimidação? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, pode ser um meio de manter controle sobre a visita, mas em alguns casos pode ser uma medida para salvaguardar a criança. Entretanto, não tenho certeza se no caso em questão a presença do psicólogo é uma decisão do juiz, baseada em algum risco concreto, ou apenas uma jogada de marketing da família materna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/brasilcomz/posts/2009/04/30/psicologo-explica-os-efeitos-da-alienacao-parental-na-crianca-181978.asp" target="_blank"&gt;Blog Brasil com Z&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-1369148821775644885?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/1369148821775644885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=1369148821775644885&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/1369148821775644885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/1369148821775644885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2009/05/entrevista.html' title='Entrevista'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-2827673432191699330</id><published>2009-05-03T12:46:00.001-03:00</published><updated>2010-07-23T11:31:59.989-03:00</updated><title type='text'>Birra</title><content type='html'>Reportagem exibida pelo Jornal Hoje, a respeito das birras de criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="392" width="480"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=980507&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=980507&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-2827673432191699330?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/2827673432191699330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=2827673432191699330&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/2827673432191699330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/2827673432191699330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2009/05/birra.html' title='Birra'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-2413104379713910115</id><published>2009-04-24T04:08:00.000-03:00</published><updated>2009-04-30T04:12:03.503-03:00</updated><title type='text'>Ritmo lento</title><content type='html'>Respondo aos amigos que me mandam e-mail a respeito das poucas atualizações deste blog, e confirmo que realmente, o ritmo aqui está mais lento, principalmente após o nascimento do meu filho. É que neste momento tenho preferido estar com ele a estar blogando. Mas tenho planos de em breve acelerar um pouco mais o ritmo por aqui, ok?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-2413104379713910115?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/2413104379713910115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=2413104379713910115&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/2413104379713910115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/2413104379713910115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2009/04/ritmo-lento.html' title='Ritmo lento'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-1303663962779185121</id><published>2009-03-20T00:01:00.000-03:00</published><updated>2009-03-20T00:08:52.755-03:00</updated><title type='text'>Curso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em maio estarei ministrando curso sobre o enfoque narrativo no processo terapêutico, a partir das idéias de Michael White, terapeuta australiano cujo pensamento exerce uma grande influência em meu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ir ao website do curso e ler mais informações, basta clicar na imagem abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.praticasnarrativas.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315098411485647042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 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especialmente a estudantes universitários que queiram conhecer melhor a respeito da visão sistêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem interessar, é só entrar em contato pelo email &lt;a href="mailto:psicojd@gmail.com"&gt;psicojd@gmail.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/ScMByeMiYXI/AAAAAAAAGCM/cAteDi88UTA/s1600-h/grupo+estudo+email.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315093951838052722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/ScMByeMiYXI/AAAAAAAAGCM/cAteDi88UTA/s400/grupo+estudo+email.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-3528073214384018761?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/3528073214384018761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=3528073214384018761&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/3528073214384018761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/3528073214384018761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2009/03/grupo-de-estudo.html' title='Grupo de estudo'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' 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os desabrigados pela chuva em Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão arrecadados lençóis, cestas básicas, roupas, cobertores, colchões, toalhas de banho, travesseiros, camas e outros móveis.&lt;br /&gt;As doações devem ser feitas, das 8h às 19h, no Hall da Reitoria e no Centro de Cultura e Eventos da Universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o material será entregue à Defesa Civil, que fará a distribuição conforme a necessidade das comunidades afetadas pelas chuvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações: Pró-Reitoria de Infra-Estrutura com Lucia ou Jair pelos telefones: 3721-9537 e 3721-9270 e com Narciso Policarpo, pelo telefone (48) 9119-3865 ou 9161-4177 ou 3721-8042 ( Associação dos Amigos do HU). &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-4839636952321769974?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/4839636952321769974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=4839636952321769974&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/4839636952321769974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/4839636952321769974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2008/11/ufsc-est-arrecadando-material-para.html' title='UFSC está arrecadando material para desabrigados'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-2720369068970974782</id><published>2008-10-27T00:05:00.002-02:00</published><updated>2008-10-27T00:13:13.026-02:00</updated><title type='text'>Isabella e Eloá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este é o título do ótimo texto do psiquiatra Ercy Soar a respeito do papel da mídia nos casos Isabella Nardoni e Eloá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Num momento de crise financeira, em que se discute a necessidade e extensão de mecanismos de controle sobre os mercados financeiros, talvez seja necessário também abrir a discussão sobre os possíveis mecanismos de auto-regulação dos meios de comunicação de massa no que diz respeito à divulgação desses crimes. Algo como existe no campo da publicidade e propaganda e nas indicações de faixas etárias para os programas de televisão. Ou teremos que aguardar que a sociedade se auto-eduque para não se deixar fisgar pelos apelos do jornalismo barato e sensacionalista, praticado mesmo pelos canais de TV com maior penetração e com maior poder de formar opinião.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O texto na íntegra &lt;a href="http://polyphrenia.blogspot.com/2008/10/ercy-soar-mdico-psiquiatra-e-doutor-em.html#links"&gt;você lê aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-2720369068970974782?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/2720369068970974782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=2720369068970974782&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/2720369068970974782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/2720369068970974782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2008/10/isabella-e-elo.html' title='Isabella e Eloá'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-4372112135940838545</id><published>2008-10-15T14:34:00.004-03:00</published><updated>2008-10-15T14:45:15.378-03:00</updated><title type='text'>Estou lendo...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;O novo livro do Capra, sobre o trabalho científico de Leonardo da Vinci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/SPYrXPMso3I/AAAAAAAADsg/Gk7KyOMRSsA/s1600-h/IMG_3571.JPG" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257437293218407282" style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; BORDER-LEFT: medium none; CURSOR: hand; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/SPYrXPMso3I/AAAAAAAADsg/Gk7KyOMRSsA/s400/IMG_3571.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai uma foto com um trechinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/SPYqCboj57I/AAAAAAAADsY/WNNc9iiQH2Y/s1600-h/IMG_3572.JPG" target="_blank"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257435836267620274" style="BORDER-RIGHT: medium none; BORDER-TOP: medium none; DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; BORDER-LEFT: medium none; CURSOR: hand; BORDER-BOTTOM: medium none; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/SPYqCboj57I/AAAAAAAADsY/WNNc9iiQH2Y/s400/IMG_3572.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sinopse tirada da internet:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;O trabalho científico de Leonardo era praticamente desconhecido ao longo de sua vida. Agora Fritjof Capra, o aclamado cientista e autor de O Tao da Física e O Ponto de Mutação, revela que Leonardo foi, em muito sentidos, o verdadeiro pai da ciência moderna. Com base no exame das mais de seis mil páginas que restam dos cadernos de anotações de Leonardo, Capra explica que esse homem notável abordou o conhecimento científico com olhos de artista. Em seus estudos das formas vivas e inanimadas, que abrangem desde a arquitetura e a anatomia humana até a turbulência da água e do padrão de crescimento das gramas, ele desenvolveu sozinho uma nova abordagem empírica da ciência, que compreendia a observação sistemática da natureza - o que é hoje conhecido por método científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As explicações científicas de Leonardo têm um alcance extraordinariamente abrangente. Ele usou seus poderes de observação e sua intuição privilegiada para experimentar novas técnicas que prenunciavam ramos da ciência que só seriam desenvolvidos séculos depois. Valeu-se do seu conhecimento de mecânica, alavancas, trajetórias e transmissão de forças para projetar incontáveis máquinas e dispositivos, que implicavam não raro inovações que estavam muito à frente de seu tempo. Estudou os padrões do vôo dos pássaros para inventar algumas das primeiras máquinas voadoras. Estudou óptica, a natureza da luz e da perspectiva, os complicados detalhes do movimento humano, a circulação do sangue no coração e na aorta. Descreveu os processos vitais do feto no ventre com detalhes impressionantes. Como em tantos outros campos, Leonardo também foi muito além de seus colegas em sua reflexão científica, estabelecendo-se como o primeiro grande teórico da botânica. Graças ao seu vasto conhecimento de engenharia hidráulica e de construções urbanas, criou projetos de reconstrução de cidades com base em princípios de saneamento e saúde pública que só seriam valorizados séculos depois. Séculos à frente do seu tempo, Leonardo continua a ter uma influência extraordinária sobre o pensamento científico da atualidade. &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-4372112135940838545?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/4372112135940838545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=4372112135940838545&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/4372112135940838545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/4372112135940838545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2008/10/estou-lendo.html' title='Estou lendo...'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/SPYrXPMso3I/AAAAAAAADsg/Gk7KyOMRSsA/s72-c/IMG_3571.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-358200615919255607</id><published>2008-10-14T12:19:00.003-03:00</published><updated>2008-10-14T12:23:46.366-03:00</updated><title type='text'>À deriva</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Seria difícil conceber castigo mais demoníaco, pudesse uma tal coisa ser posta em prática, do que abandonar uma pessoa à deriva na sociedade por forma a passar despercebida a todos os seus membros. Se ninguém se voltasse para nós ao ver-nos entrar em casa, se ninguém nos respondesse quando nós falássemos, ou se preocupasse com o que fizéssemos, mas se toda a gente que conhecêssemos nos «desligasse do mundo» e agisse como se fôssemos entidades inexistentes, não tardaríamos a ser tomados de uma espécie de desespero de raiva e impotência, de que a mais cruel das torturas corporais seria um alívio.&lt;/blockquote&gt;William James (1842-1910), filósofo e psicólogo&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-358200615919255607?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/358200615919255607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=358200615919255607&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/358200615919255607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/358200615919255607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2008/10/deriva.html' title='À deriva'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-2169801821314909544</id><published>2008-10-08T01:18:00.002-03:00</published><updated>2008-10-08T01:26:50.908-03:00</updated><title type='text'>Como contar a nossa história</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Publico hoje um texto de Contardo Calligaris, em que ele faz referência ao trabalho de Michael White.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Como contar a nossa história?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para poder mudar, o que é melhor: procurar a origem dos problemas dentro ou fora de nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um indivíduo, aflito por não encontrar ninguém com quem tocar a vida, consulta um psicoterapeuta. O que pode fazer o terapeuta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 70, conheci um colega que abandonara sua prática para fundar uma agência matrimonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava tão preocupado em curar as dores da solidão urbana que distribuía seus horários de maneira a produzir encontros "acidentais", em sua sala de espera, entre pacientes que lhe pareciam "compatíveis". No fim, ele decidiu que tinha mais vocação casamenteira que terapêutica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente, meu colega se importava tanto com a felicidade amorosa dos outros porque, quando criança, ele não tinha sido razão suficiente para que seus pais continuassem se amando. Igual, o fato é que, mudando de profissão, ele conseguiu fazer algo interessante com seu sintoma -o que já é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, quando comecei minha formação de terapeuta, ensinaram-me que, antes de mais nada, era preciso que os pacientes "subjectivassem" seu problema. Ou seja, dito em palavras menos bárbaras, para que o trabalho terapêutico fosse eficiente, a gente deveria primeiro fazer com que os pacientes se convencessem de que suas dificuldades eram, ao menos em parte, internas. Portanto, um paciente que se queixasse de não encontrar companhia deveria ser encorajado a "internalizar" seu problema, ou seja, a contar sua história questionando o que haveria de "errado" NELE (falta de disponibilidade, avareza ao se entregar, covardia do desejo etc.). Aí, poderíamos ajudá-lo a mudar. "Internalizar" (e não fundar uma agência matrimonial) era, em suma, a atitude certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo, oposto. Um paciente consulta um terapeuta porque ele sofre de "depressão" ou de "déficit de atenção" - assim lhe foi dito pelo profissional que diagnosticou a doença e prescreveu a medicação. O dito paciente fala de "sua doença" como se ela fosse um atributo de seu ser, um traço defeituoso de sua identidade. Com isso, ele mal vai conseguir contar seus percalços: se o problema é tão intimamente ligado ao que ele é, que diferença sua história pode fazer? Dessa vez, a atitude certa não seria ajudá-lo a procurar as origens de "sua doença" FORA de sua identidade, ou seja, a "externalizar" sua doença?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 1990, li "Narrative Means to Therapeutic Ends" (meios narrativos para fins terapêuticos -ed. Norton), de David Epston e Michael White, terapeutas australianos. A obra me fez uma forte impressão, reavivada, nestes dias, pela notícia da morte de Michael White, aos 59 anos, e pela leitura do livro que ele publicou em 2007, "Maps of Narrative Practice" (mapas da prática narrativa - ed. Norton). Detalhe: há outro Michael White, escritor de romances e história da ciência - ele não morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epston e White eram convencidos de que a possibilidade de mudar nossa vida depende de nossa maneira de contá-la. Também, eles eram leitores cuidadosos de Michel Foucault e pensavam que tudo o que contribui à criação de uma identidade fixa é opressivo e repressivo. Uma estratégia narrativa e terapêutica que eles propunham consistia em evitar que o paciente considerasse sua doença ou seu problema como parte de sua identidade. Eles preferiam sempre levar o paciente a "externalizar", ou seja, a narrar suas dificuldades como se fossem externas, percalços ou ataques vindos de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aviso: antes de discordar deles, é bom ler os exemplos clínicos em que, em seu último livro, White leva uma criança (e os pais da mesma) a narrar sua batalha contra a Senhora Encopresia, que suja as cuecas e os lençóis, o Senhor Déficit, que impede de estudar, etc., como se fossem bruxas ou elfos do mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então: para mudar, é melhor "externalizar" nossos problemas, com o risco de descuidar das dinâmicas íntimas que nos governam, ou é melhor "internalizá-los", com o risco de hipertrofiar nossa identidade? Não sei, depende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, sei que, por exemplo, nas eleições presidenciais nos EUA, muito além das questões que serão debatidas (a guerra, a economia, o sistema de saúde), a aposta é esta: será que os eleitores conseguirão pensar sua história (nacional e privada) como sugerem Epston e White? Será que saberão narrá-la como a história de uma comunidade de indivíduos, brancos, negros e latinos, que se chocaram e detestaram em mil ocasiões, mas não por isso concebem seu destino como conseqüência de identidades fixas e opostas? &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;FONTE: &lt;a href="http://contardocalligaris.blogspot.com/2008/06/como-contar-nossa-histria.html" target="_blank"&gt;http://contardocalligaris.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-2169801821314909544?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/2169801821314909544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=2169801821314909544&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/2169801821314909544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/2169801821314909544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2008/10/como-contar-nossa-histria.html' title='Como contar a nossa história'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-4763691588846195638</id><published>2008-09-19T12:24:00.001-03:00</published><updated>2008-09-19T12:25:57.900-03:00</updated><title type='text'>Divulgação de Curso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Permitam-me divulgar o curso que ministrarei nos meses de outubro e novembro. Clique na imagem para ir até o website do curso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.praticasnarrativas.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/SNOf1mzQSfI/AAAAAAAADmE/675NuuLIk8Y/s400/mw+imagem+pro+blog+compressed.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247713734114167282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-4763691588846195638?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/4763691588846195638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=4763691588846195638&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/4763691588846195638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/4763691588846195638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2008/09/divulgao-de-curso.html' title='Divulgação de Curso'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wzpxvhgwq3c/SNOf1mzQSfI/AAAAAAAADmE/675NuuLIk8Y/s72-c/mw+imagem+pro+blog+compressed.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-3666580358157091158</id><published>2008-09-11T00:31:00.002-03:00</published><updated>2008-09-11T00:40:54.417-03:00</updated><title type='text'>Terapeuta e paciente como "companheiros de viagem"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[Terceiro capítulo de &lt;em&gt;Os desafios da terapia&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Malraux, romancista francês, descreveu um padre da zona rural que tinha ouvido confissões por muitas décadas e havia resumido aquilo que aprendera sobre a natureza humana da seguinte maneira: "Antes de mais nada, as pessoas são bem mais infelizes do que imaginamos... e não existe essa coisa de pessoa adulta." Todo mundo — e isso inclui tanto os terapeutas quanto os pacientes — está destinado a experimentar não apenas a alegria da vida, mas também sua inevitável escuridão: desilusão, envelhecimento, doença, isolamento, perda, sensação de falta de sentido, escolhas dolorosas e morte.&lt;br /&gt;Ninguém expressa esses sentimentos de maneira mais dura e sombria que o filósofo alemão Arthur Schopenhauer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;No início da juventude, quando contemplamos nossa vida vindoura, somos como crianças num teatro antes de a cortina subir, sentados lá animados e esperando ansiosamente pelo início da peça. É uma bênção que não saibamos o que vai realmente acontecer. Pudéssemos prevê-lo, haveria ocasiões em que as crianças poderiam parecer prisioneiros condenados, não à morte, mas à vida, e ainda inteiramente inconscientes de qual o significado de sua sentença.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ou, de novo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Somos como cordeiros no campo, fazendo travessuras sob o olhar do açougueiro, que escolhe e separa um e depois outro para ser sua presa. Também é assim que, nos nossos dias bons, somos todos inconscientes do mal que o Destino pode ter reservado para nós — doença, pobreza, mutilação, perda da visão ou da razão.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Embora a concepção de Schopenhauer seja fortemente influenciada por sua própria infelicidade pessoal, ainda assim é difícil negar o desespero inerente à vida de todo indivíduo consciente de si próprio. Minha mulher e eu às vezes nos divertimos planejando jantares para grupos de pessoas que têm em comum propensões semelhantes — por exemplo, uma festa para monopolistas, ou narcisistas ardentes ou passivo-agressivos engenhosos que conhecemos ou, por outro lado, uma festa "feliz", para a qual convidamos apenas as pessoas verdadeiramente felizes que conhecemos. Embora não tenhamos tido nenhuma dificuldade em completar a mesa para todos os outros tipos excêntricos, nunca fomos capazes de ocupar uma mesa inteira para a nossa festa de "pessoas felizes". A cada vez que identificamos algumas pessoas de personalidade alegre e jovial e as colocamos numa lista de espera, enquanto continuamos nossa procura para completar a mesa, descobrimos que um ou outro dos nossos convidados felizes é eventualmente acometido por alguma grande adversidade da vida — freqüentemente uma doença grave ou a de um filho ou cônjuge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta visão trágica, porém realista, da vida há muito influencia meu relacionamento com aqueles que buscam a minha ajuda. Embora haja muitas expressões para o relacionamento terapêutico (paciente/terapeuta, cliente/conselheiro, analisando/analista, cliente/facilitador e a mais recente — e, de longe, a mais repulsiva —, usuário/provedor), nenhuma delas transmite com precisão a minha percepção do relacionamento terapêutico. Em vez disso, prefiro pensar nos meus pacientes e em mim mesmo como &lt;strong&gt;&lt;em&gt;companheiros de viagem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, um termo que suprime as distinções entre "eles" (os aflitos) e "nós" (os que curam). Durante o meu estágio de especialização, fui freqüentemente exposto à idéia do terapeuta integralmente analisado, mas, à medida que caminhei na vida, que formei relacionamentos íntimos com um bom número de meus colegas terapeutas, conheci os personagens veteranos no campo, fui convocado a ajudar meus ex-terapeutas e professores, e eu mesmo tornei-me professor e veterano, acabei percebendo a natureza mítica desta idéia. Estamos todos juntos nisso e, não existe nenhum terapeuta e nenhuma pessoa imune às tragédias inerentes à existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das minhas histórias prediletas de cura, encontrada em &lt;em&gt;O jogo das contas de vidro&lt;/em&gt;, de Hermann Hesse, envolve Joseph e Dion, dois renomados curandeiros, que viveram em tempos bíblicos. Embora ambos fossem altamente eficientes, eles trabalhavam de maneiras diferentes. O curandeiro mais jovem, Joseph, curava através de uma escuta silenciosa, inspirada. Os peregrinos confiavam em Joseph. Sofrimento e ansiedade despejados em seus ouvidos desapareciam como água na areia do deserto, e os penitentes saíam de sua presença leves e calmos. Por outro lado, Dion, o curandeiro mais velho, confrontava ativamente aqueles que buscavam sua ajuda. Ele adivinhava os pecados inconfessos deles. Era um grande juiz que punia, repreendia e retificava, e que curava por meio de uma intervenção ativa. Tratando os penitentes como crianças, ele dava conselhos, punia com a determinação da penitência, ordenava peregrinações e casamentos, e obrigava os inimigos a fazerem as pazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois curandeiros nunca se encontraram e trabalharam como rivais durante muitos anos, até que Joseph se tornou cada vez mais doente espiritualmente, caiu em melancólico desespero e foi assaltado por idéias de autodestruição. Incapaz de curar a si mesmo com os próprios métodos terapêuticos, ele partiu numa jornada rumo ao sul para buscar ajuda de Dion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua peregrinação, Joseph descansou uma noite num oásis, onde travou uma conversa com um viajante mais velho. Quando Joseph descreveu a finalidade e o destino de sua peregrinação, o viajante se ofereceu como guia para ajudá-lo na busca por Dion. Mais tarde, em meio à sua longa jornada juntos, o velho viajante revelou sua identidade a Joseph. Mirabile dictu: ele próprio era Dion — exatamente o homem que Joseph procurava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem hesitação, Dion convidou seu mais jovem e desesperado rival à sua casa, onde viveram e trabalharam juntos por muitos anos. Dion pediu inicialmente que Joseph fosse um empregado. Mais tarde, ele o promoveu a estudante e, finalmente, a colega... Anos depois, Dion caiu doente e, em seu leito de morte, chamou seu jovem colega para que ouvisse uma confissão. Falou da antiga e terrível doença de Joseph e de sua jornada até o velho Dion para implorar ajuda. Falou sobre como Joseph tinha sentido que fora um milagre que seu companheiro de viagem e guia se revelasse ser o próprio Dion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que estava morrendo, tinha chegado a hora, disse Dion a Joseph, de quebrar seu silêncio sobre aquele milagre. Dion confessou que, naquela época, o encontro tinha lhe parecido um milagre, pois ele também tinha caído em desespero. Ele também sentia-se vazio e espiritualmente morto, e, incapaz de se ajudar, havia partido numa jornada em busca de ajuda. Naquela mesma noite em que eles tinham se conhecido no oásis, ele estava numa peregrinação em busca de um curandeiro famoso chamado Joseph.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa de Hesse sempre me comoveu de maneira incomum. Ela me parece uma declaração profundamente iluminada sobre dar e receber ajuda, sobre honestidade e duplicidade, e sobre o relacionamento entre o curador e o paciente. Os dois homens receberam uma ajuda poderosa, mas, de modos bem diferentes. O curandeiro mais jovem foi nutrido, acalentado, instruído, orientado e criado por um "pai". Por outro lado, a ajuda que o curandeiro mais velho recebeu veio na forma de servir a um outro, de ganhar um discípulo de quem recebeu amor filial, respeito e alívio para o seu isolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, agora, reconsiderando a história, questiono se esses dois curandeiros feridos não poderiam ter prestado ainda mais serviços um ao outro. Talvez eles tenham perdido a oportunidade de algo mais profundo, mais autêntico, mais poderosamente transformador. Talvez, a terapia real tenha ocorrido na cena do leito de morte, quando eles abraçaram a honestidade, com a revelação de que eram companheiros de viagem, ambos simplesmente humanos, extremamente humanos. Os vinte anos de segredo, por mais úteis que tenham sido, podem ter obstruído e impedido uma forma mais profunda de ajuda. O que teria acontecido se a confissão de Dion no leito de morte tivesse ocorrido vinte anos antes, se o curandeiro e o doente tivessem se unido para enfrentar as perguntas que não têm respostas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso ecoa as cartas de Rilke a um jovem poeta, nas quais ele aconselha: "Tenha paciência com tudo que não foi resolvido e tente amar as próprias questões." Eu acrescentaria: "Tente amar também os questionadores." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-3666580358157091158?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/3666580358157091158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=3666580358157091158&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/3666580358157091158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/3666580358157091158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2008/09/terapeuta-e-paciente-como-companheiros.html' title='Terapeuta e paciente como &quot;companheiros de viagem&quot;'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-7127772944651770375</id><published>2008-08-28T00:42:00.002-03:00</published><updated>2008-08-28T00:45:15.408-03:00</updated><title type='text'>Evite o diagnóstico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Abaixo, o segundo capítulo do livro &lt;em&gt;Os desafios da terapia&lt;/em&gt;, de Irvin Yalom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Evite o diagnóstico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(exceto para o sistema de assistência médica gerenciada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudantes de psicoterapia de hoje são expostos à ênfase excessiva sobre o diagnóstico. Os administradores do sistema de assistência médica gerenciada exigem que os terapeutas cheguem rapidamente a um diagnóstico preciso e que a partir dele sigam o curso de uma terapia breve e focada que corresponda a esse diagnóstico em particular. Soa bem. Soa lógico e eficiente. Mas tem muito pouco a ver com a realidade. Representa, pelo contrário, uma tentativa ilusória de criar e regular com precisão científica quando isso não é possível nem desejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora um diagnóstico seja inquestionavelmente crucial nas considerações terapêuticas de muitas patologias graves com um substrato biológico (por exemplo, esquizofrenia, transtornos bipolares, transtornos afetivos maiores, epilepsia de lobo temporal, toxicidade farmacológica, doença orgânica ou cerebral decorrente de toxinas, causas degenerativas ou agentes infecciosos), ele é freqüentemente contraproducente na psicoterapia comum dos pacientes com um comprometimento menos grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê? De um lado, a psicoterapia consiste em um processo que se desenrola gradualmente, no qual o terapeuta tenta conhecer o paciente da maneira mais completa possível. Um diagnóstico limita a visão; diminui a capacidade de se relacionar com o outro como uma pessoa. Uma vez que definimos um diagnóstico, temos a tendência de deixar de nos ocupar com os aspectos do paciente que não se encaixam naquele diagnóstico em especial e, reciprocamente, a dar uma atenção exagerada às características sutis que parecem confirmar um diagnóstico inicial. Mais importante, um diagnóstico pode agir como uma profecia que realiza a si própria. Referir-se a um paciente como "limítrofe" [borderline] ou "histérico" pode servir para estimular e perpetuar essas mesmas características. De fato, existe uma longa história de influência iatrogênica sobre a forma das entidades clínicas, que inclui a controvérsia atual sobre transtorno de personalidade múltipla e memórias reprimidas de abuso sexual. É também necessário ter sempre em mente a baixa confiabilidade da categoria de transtorno de personalidade do DSM1 (os próprios pacientes freqüentemente se engajam em psicoterapia de longo prazo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual o terapeuta não ficou espantado ao verificar o quanto é mais fácil definir um diagnóstico DSM-IV2 após a primeira entrevista do que muito depois, digamos, depois da décima sessão, quando sabemos muito mais sobre o indivíduo? Não se trata de um tipo estranho de ciência? Para que seus residentes de psiquiatria fiquem plenamente conscientes desta questão, um colega meu lhes pergunta: "Se você estiver em psicoterapia pessoal ou estiver pensando nessa possibilidade, qual diagnóstico DSM-IV você acha que o seu terapeuta poderia usar, de maneira plausível, para descrever alguém tão complicado quanto você?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na jornada terapêutica, precisamos traçar uma linha delicada com uma certa objetividade, mas não uma objetividade excessiva; se levarmos demasiadamente a sério o sistema diagnóstico do DSM, se realmente acreditarmos que estamos verdadeiramente desbravando a intimidade da natureza, poderemos ameaçar a natureza humana, espontânea, criativa e incerta da aventura terapêutica. É necessário lembrar que os clínicos envolvidos na formulação dos sistemas diagnósticos anteriores, agora descartados, eram competentes, orgulhosos e tão confiantes quanto os atuais membros dos comitês do DSM. Sem dúvida, chegará o tempo em que o formato de cardápio de restaurante chinês do DSM-IV parecerá risível para os profissionais de saúde mental. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-7127772944651770375?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/7127772944651770375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=7127772944651770375&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/7127772944651770375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/7127772944651770375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2008/08/evite-o-diagnstico.html' title='Evite o diagnóstico'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-1396992487099313739</id><published>2008-08-21T12:29:00.003-03:00</published><updated>2008-08-21T12:38:44.977-03:00</updated><title type='text'>Livre dos obstáculos contra o crescimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Primeiro capítulo do livro &lt;strong&gt;Os desafios da terapia&lt;/strong&gt;, de Irvin Yalom.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era um jovem estudante da psicoterapia em busca do caminho a seguir, o livro mais útil que li foi Neurose e desenvolvimento humano: a luta pela auto-realização, de Karen Horney. E o conceito isolado mais útil desse livro foi a noção de que o ser humano possui uma propensão inata para a auto-realização. Se os obstáculos forem removidos, acreditava Horney, o indivíduo se desenvolverá e se transformará num adulto maduro plenamente realizado, assim como da bolota se desenvolverá um carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Assim como da bolota se desenvolverá um carvalho..." Que imagem maravilhosamente libertadora e elucidativa! Mudou para sempre a minha abordagem da psicoterapia por me oferecer uma nova visão do meu trabalho: minha tarefa era remover os obstáculos que bloqueiam o caminho do meu paciente. Não precisei fazer todo o trabalho; não precisei incitar no paciente o desejo de crescer, com curiosidade, vontade, gosto pela vida, afeição, lealdade ou qualquer uma da infinidade de características que nos tornam inteiramente humanos. Não, o que tive de fazer foi identificar e remover os obstáculos. O resto se seguiria automaticamente, alimentado pelas forças de auto-realização dentro do paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de uma jovem viúva com, segundo as suas próprias palavras, um "coração avariado" — uma incapacidade de, algum dia, voltar a amar. Pareceu assustador lidar com a incapacidade de amar. Eu não sabia como fazê-lo. Mas, e dedicar-me a identificar e desarraigar seus muitos bloqueios para amar? Isso eu poderia fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo descobri que o amor lhe parecia traiçoeiro. Amar outro seria trair seu esposo falecido; dava-lhe a sensação de estar fincando os últimos pregos no caixão do marido. Amar outro tão profundamente quanto ela o havia amado (e ela não aceitaria nada menos que isso) significaria que o amor por ele tinha sido de alguma forma insuficiente ou imperfeito. Amar outro seria autodestrutivo porque a perda, e a dor lancinante da perda, era inevitável. Voltar a amar parecia irresponsável: ela era maligna e desafortunada, e seu beijo era o beijo da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhamos com afinco durante muitos meses para identificar todos esses obstáculos que a impossibilitavam de amar outro homem. Durante meses, lutamos corpo a corpo contra um obstáculo irracional de cada vez. Mas uma vez que isso foi feito, os processos internos da paciente assumiram o controle: ela conheceu um homem, apaixonou-se, voltou a se casar. Não precisei ensiná-la a procurar, dar-se, respeitar, amar — eu não saberia como fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas palavras sobre Karen Horney: seu nome não é familiar à maioria dos jovens terapeutas. Uma vez que o período em que os teóricos eminentes permanecem em circulação em nosso campo tem sido cada vez mais curto, deverei, de tempos em tempos, recair em reminiscências — não meramente como uma homenagem, mas para enfatizar o argumento de que o nosso campo reúne uma longa história de colaboradores incrivelmente capazes que erigiram alicerces profundos para o nosso trabalho terapêutico atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma contribuição singularmente americana para a teoria psicodinâmica é personificada pelo movimento "neofreudiano" — um grupo de clínicos e teóricos que reagiu contra o foco original de Freud sobre a teoria da pulsão, isto é, a noção de que o indivíduo em desenvolvimento é basicamente controlado pelo desenrolar e expressão das pulsões inatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez disso, os neofreudianos enfatizavam que deveríamos considerar a vasta influência do ambiente interpessoal que envolve o indivíduo e que, durante toda a vida, molda a estrutura do caráter. Os teóricos interpessoais mais conhecidos, Harry Stack Sullivan, Erich Fromm e Karen Horney, estavam tão profundamente integrados e assimilados à nossa linguagem e prática terapêutica que todos somos, sem sabê-lo, neofreudianos. Isso me fez lembrar de Monsieur Jourdain, de O burguês fidalgo, de Molière, que, ao ouvir a definição de "prosa", exclama maravilhado: "E pensar que durante toda a minha vida falei em prosa sem saber." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-1396992487099313739?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/1396992487099313739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=1396992487099313739&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/1396992487099313739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/1396992487099313739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2008/08/livre-dos-obstculos-contra-o.html' title='Livre dos obstáculos contra o crescimento'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-5664778752527357045</id><published>2008-04-25T22:27:00.002-03:00</published><updated>2008-04-25T22:30:50.925-03:00</updated><title type='text'>A turba do "pega e lincha"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;por CONTARDO CALLIGARIS, Folha de São Paulo, 24/04/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última sexta-feira, passei duas horas em frente à televisão. Não adiantava zapear: quase todos os canais estavam, ao vivo, diante da delegacia do Carandiru, enquanto o pai da pequena Isabella estava sendo interrogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pano de fundo era uma turba de 200 ou 300 pessoas. Permaneceriam lá, noite adentro, na esperança de jogar uma pedra nos indiciados ou de gritar "assassinos" quando eles aparecessem, pedindo "justiça" e linchamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais cedo, outros sitiaram a moradia do avô de Isabella, onde estavam o pai e a madrasta da menina. Manifestavam sua raiva a gritos e chutes, a ponto de ser necessário garantir a segurança da casa. Vindos do bairro ou de longe (horas de estrada, para alguns), interrompendo o trabalho ou o descanso, deixando a família, os amigos ou, talvez, a solidão -quem eram? Por que estavam ali? A qual necessidade interna obedeciam sua presença e a truculência de suas vozes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os repórteres de televisão sabem que os membros dessas estranhas turbas respondem à câmera de televisão como se fossem atores. Quando nenhum canal está transmitindo, ficam tranqüilos, descansam a voz, o corpo e a alma. Na hora em que, numa câmera, acende-se a luz da gravação, eles pegam fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há os que querem ser vistos por parentes e amigos do bar, e fazem sinais ou erguem cartazes. Mas, em sua maioria, os membros da turba se animam na hora do "ao vivo" como se fossem "extras", pagos por uma produção de cinema. Qual é o script?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles realizam uma cena da qual eles supõem que seja o que nós, em casa, estamos querendo ver. Parecem se sentir investidos na função de carpideiras oficiais: quando a gente olha, eles devem dar evasão às emoções (raiva, desespero, ódio) que nós, mais comedidos, nas salas e nos botecos do país, reprimiríamos comportadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que sinto e pelo que ouço ao redor de mim, eles estão errados. O espetáculo que eles nos oferecem inspira um horror que rivaliza com o que é produzido pela morte de Isabella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta que eles supõem nossa cumplicidade, contam com ela. Gritam seu ódio na nossa frente para que, todos juntos, constituamos um grande sujeito coletivo que eles representariam: "nós", que não matamos Isabella; "nós", que amamos e respeitamos as crianças -em suma: "nós", que somos diferentes dos assassinos; "nós", que, portanto, vamos linchar os "culpados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em parte, a irritação que sinto ao contemplar a turma do "pega e lincha" tem a ver com isto: eles se agitam para me levar na dança com eles, e eu não quero ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As turbas servem sempre para a mesma coisa. Os americanos de pequena classe média que, no Sul dos Estados Unidos, no século 19 e no começo do século 20, saíam para linchar negros procuravam só uma certeza: a de eles mesmos não serem negros, ou seja, a certeza de sua diferença social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo vale para os alemães que saíram para saquear os comércios dos judeus na Noite de Cristal, ou para os russos ou poloneses que faziam isso pela Europa Oriental afora, cada vez que desse: queriam sobretudo afirmar sua diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra sem exceções conhecidas: a vontade exasperada de afirmar sua diferença é própria de quem se sente ameaçado pela similaridade do outro. No caso, os membros da turba gritam sua indignação porque precisam muito proclamar que aquilo não é com eles. Querem linchar porque é o melhor jeito de esquecer que ontem sacudiram seu bebê para que parasse de chorar, até que ele ficou branco. Ou que, na outra noite, voltaram bêbados para casa e não se lembram em quem bateram e quanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros cinco dias depois do assassinato de Isabella, um adolescente morreu pela quebra de um toboágua, uma criança de quatro anos foi esmagada por um poste derrubado por um ônibus, uma menina pulou do quarto andar apavorada pelo pai bêbado, um menino de nove anos foi queimado com um ferro de marcar boi. Sem contar as crianças que morreram de dengue. Se não bastar, leia a coluna de Gilberto Dimenstein na Folha de domingo passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turba do "pega e lincha" representa, sim, alguma coisa que está em todos nós, mas que não é um anseio de justiça. A própria necessidade enlouquecida de se diferenciar dos assassinos presumidos aponta essa turma como representante legítima da brutalidade com a qual, apesar de estatutos e leis, as crianças podem ser e continuam sendo vítimas dos adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-5664778752527357045?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/5664778752527357045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=5664778752527357045&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/5664778752527357045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/5664778752527357045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2008/04/turba-do-pega-e-lincha.html' title='A turba do &quot;pega e lincha&quot;'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-8562557024705034412</id><published>2008-03-27T01:41:00.005-03:00</published><updated>2008-03-27T02:02:01.239-03:00</updated><title type='text'>Mamãe e o sentido da vida</title><content type='html'>Trecho do novo livro de Irvin Yalom, &lt;a href="http://joaodavid.blogspot.com/2008/03/sugesto-de-leitura.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Mamãe e o sentido da vida&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Crepúsculo. Talvez eu esteja morrendo. Formas sinistras cercam minha cama: monitores cardíacos, tubos de oxigênio, frascos de soluções intravenosas, espirais de tubos plásticos - as entranhas da morte. Fechando os olhos, mergulho na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, entretanto, pulo da cama, saio correndo do quarto de hospital e caio bem no meio do brilhante e ensolarado parque de diversões Glen Echo, onde passei muitos domingos de verão em décadas passadas. Ouço música de carrossel. Respiro a fragrância úmida e caramelada de pipoca e maçãs do amor. E ando direto para a frente - sem titubear no estande da Torta Gelada do Urso Polar, na montanha-russa dupla ou na roda-gigante - para tomar meu lugar na fila dos bilhetes para o trem fantasma. Comprado o bilhete, espero o carrinho seguinte fazer a curva e parar num solavanco à minha frente. Depois de entrar e abaixar a barra de segurança, para me prender confortavelmente no assento, dou uma última olhada ao redor - e lá, em meio a um pequeno grupo de pessoas, eu a vejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceno com os dois braços e chamo, alto o bastante para todo mundo ouvir: "Mamãe! Mamãe!" Nesse exato momento, o carrinho arranca e bate na porta dupla, que se abre num vaivém e revela a boca negra escancarada. Inclino-me para trás o máximo que posso e, antes de ser engolido pela escuridão, chamo novamente:&lt;br /&gt;- Mamãe! Mamãe! Como me saí, mamãe? Como é que eu me saí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando levantei a cabeça do travesseiro e tentei me desvencilhar do sonho, as palavras ficaram presas em minha garganta:&lt;br /&gt;- Como me saí, mamãe? Mamãe, como é que eu me saí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mamãe está sete palmos embaixo da terra. Mortinha da silva há dez anos,num caixão de pinho comum num cemitério de Anacostia, nos arredores de Washington. O que resta dela?Apenas ossos, suponho. Não há dúvida de que os micróbios acabaram com todos os restos de carne. Talvez sobrem algumas mechas de cabelos finos e grisalhos - talvez alguns vestígios brilhantes de cartilagem continuem presos nas pontas dos ossos maiores, o fêmur e a tíbia. E, ah, sim, a aliança. Aninhada em algum lugar da poeira de ossos deve estar a fina aliança de casamento de prata filigranada, que meu pai comprou na rua Hester pouco depois de eles chegarem a Nova York, na terceira classe do navio, vindos de uma &lt;em&gt;shtetl&lt;/em&gt; russa a meio mundo de distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, faz muito tempo que ela se foi. Dez anos. Morta e decomposta. Nada além de cabelos, cartilagem, ossos e uma aliança de casamento de prata filigranada. E a imagem dela, rondando minhas lembranças e meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-8562557024705034412?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/8562557024705034412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=8562557024705034412&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/8562557024705034412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/8562557024705034412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2008/03/mame-e-o-sentido-da-vida.html' title='Mamãe e o sentido da vida'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-4473540944587613546</id><published>2007-09-05T00:12:00.001-03:00</published><updated>2009-04-30T04:13:04.752-03:00</updated><title type='text'>O carrasco do amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Trechos extraídos da introdução do novo livro de Irvin Yalom, &lt;em&gt;O carrasco do amor&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Na terapia, assim como na vida, a presença de significado é um subproduto do vínculo e do comprometimento, e é nesse sentido que os terapeutas devem dirigir seus esforços – não que o vínculo ofereça uma resposta racional às perguntas sobre significados, mas porque faz com que essas perguntas não tenham importância.&lt;/blockquote&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Em seu trabalho cotidiano, quando os terapeutas se relacionam com seus pacientes de uma maneira autêntica, experienciam uma considerável incerteza. A confrontação de um paciente com perguntas sem resposta não somente expõe um terapeuta às mesmas perguntas, como ele também deve reconhecer que a experiência do outro é, ao final, inexoravelmente privada e incognoscível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a capacidade de tolerar a incerteza é um pré-requisito para a profissão. Embora o público possa acreditar que os terapeutas orientam os pacientes sistemática e confiantemente por meio de estágios predizíveis de terapia até um objetivo previamente conhecido, esse raramente é o caso: ao contrário, como estas histórias testemunham, os terapeutas com freqüência hesitam, improvisam e tateiam em busca de uma direção. A poderosa tentação de obter uma certeza abraçando uma escola ideológica e um sistema terapêutico hermético é traiçoeira: essa crença pode bloquear o encontro incerto e espontâneo necessário para uma terapia efetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse encontro, o verdadeiro âmago da psicoterapia, é um encontro afetuoso, profundamente humano entre duas pessoas, uma delas (geralmente, mas nem sempre, o paciente) mais perturbada do que a outra. Os terapeutas possuem um duplo papel: devem tanto observar quanto participar da vida de seus pacientes. Como observadores, devem ser suficientemente objetivos para oferecer a orientação rudimentar necessária ao paciente. Como participantes, entram na vida do paciente, são afetados por ela e, algumas vezes, modificados pelo encontro.&lt;/blockquote&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Embora estes contos sobre psicoterapia estejam cheios das palavras &lt;em&gt;paciente&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;terapeuta&lt;/em&gt;, não me deixo iludir por esses termos: estas são as histórias de todos os homens, de todas as mulheres. A condição de ser paciente é onipresente; a aceitação do rótulo é amplamente arbitrária e freqüentemente depende mais de fatores culturais, educacionais e econômicos do que da severidade da patologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que os terapeutas, não menos que os pacientes, precisam se confrontar com esses dados da existência, a postura profissional da objetividade desinteressada, tão necessária ao método científico, é inadequada. Nós, psicoterapeutas, não podemos simplesmente tagarelar com simpatia e exortar os pacientes a se debaterem corajosamente com os seus problemas. Nós não podemos dizer a eles &lt;em&gt;você&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;seus&lt;/em&gt; problemas. Ao contrário, devemos falar de &lt;em&gt;nós&lt;/em&gt; e de &lt;em&gt;nossos&lt;/em&gt; problemas, pois a nossa vida, a nossa existência, estará sempre presa à morte, do amor à perda, da liberdade ao temor e do crescimento à separação. Nós, todos, estamos juntos nisso.&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-4473540944587613546?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/4473540944587613546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=4473540944587613546&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/4473540944587613546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/4473540944587613546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2007/09/o-carrasco-do-amor.html' title='O carrasco do amor'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-1681883058574334449</id><published>2007-08-27T01:32:00.000-03:00</published><updated>2007-08-27T01:46:26.321-03:00</updated><title type='text'>Dia do Psicólogo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Peço licença ao leitor para um momento de nostalgia pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lembrar o Dia do Psicólogo, publico hoje a transcrição das palavras proferidas por mim como orador da turma na colação de grau em Psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do tempo passado, continuo pensando o mesmo a respeito dos desafios da nossa profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e Senhores,&lt;br /&gt;Digníssimas Autoridades aqui presentes,&lt;br /&gt;Caros colegas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria antes de tudo dizer da imensa honra que meus colegas estão me dando ao me escolherem como orador desta turma. Poder representá-los nesta noite é, para mim, motivo de muito orgulho, e por isso quero começar minha fala agradecendo o carinho de vocês, colegas, ao mesmo tempo em que também aproveito para lhes dizer que vocês arrumaram uma maravilhosa encrenca prá mim. Sim, porque desde o momento em que eu soube desta atitude arriscada e maluca de vocês me escolherem como orador, fiquei pensando: Meu Deus, o que é que eu vou falar? Como resumir, em dez ou quinze minutos, estes cinco anos de convivência? Quanta história prá contar, quanta coisa pra dizer.... e mais ainda: emotivo e chorão do jeito que eu sou, como é que eu vou fazer prá não me derramar em lágrimas a partir da segunda frase?.... Vocês estão vendo o que fizeram comigo, caros colegas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, perdido nestas questões, lembrei-me de um texto do Rubem Alves, em que ele conta sobre um amigo artista que foi convidado por uma turma para ser Paraninfo, e ficou apavorado porque fazer arte ele sabia, mas não sabia fazer discursos, especialmente segundo as etiquetas da academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então, resolveu fazer uma pesquisa, entrevistando várias pessoas já formadas para saber o que, no discurso do seu paraninfo, mais as impressionara. Resultado da pesquisa: nenhum dos entrevistados tinha a menor idéia do que o Paraninfo havia falado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, no dia da Formatura ele se levantou diante da ilustre platéia, falou de sua pesquisa e concluiu: "Como eu sei que vocês não vão se lembrar mesmo do que eu vou falar, quero só dizer que não vou falar nada. Só quero que vocês sejam muito felizes". Foi entusiasticamente aplaudido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então percebi que eu também não me recordava de nenhum discurso de formatura que eu tivesse ouvido, porque geralmente fico lá atrás, papeando que nem aquele pessoal lá, esperando a hora de cumprimentar o formando e, é claro, pegar o sempre disputado convite do baile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nesta noite, obviamente, não pretendo adotar a estratégia do amigo do Rubem, primeiro porque seria muita falta de originalidade de minha parte. Segundo, porque eu espero que esta noite seja diferente, até porque a nossa Paraninfa, depois de ouvir sobre esta pesquisa, deve estar neste momento ali sentada, pensando se deve mudar o seu discurso desta noite ou não. Mas eu creio que não há razões para ela se preocupar, não. Pois todos nós prestaremos bastante atenção em seu discurso. E espero que prestem atenção no meu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De alguma maneira, esta brincadeira do Rubem Alves trouxe-me um certo alívio, e pude me sentir mais descansado diante desta honrosa incumbência para a qual fui chamado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, farei uso de minha palavra nesta noite, dirigindo-me de maneira especial a vocês, caros colegas. Selecionei, e pretendo compartilhar com vocês, três desafios que considero fundamentais para nossa profissão de Psicólogo, desafios que se colocam diante de nós a partir de hoje, em que sairemos daqui formados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, é exatamente aqui que se encontra o primeiro desafio: &lt;strong&gt;não sei se a gente sairá daqui formado&lt;/strong&gt;. Eu espero que não! Porque se a gente prestar um pouco de atenção, a expressão "formado" pode também conter a idéia de algo pronto, acabado, modelado, como se tivesse sido colocado numa fôrma, e depois de alguns anos, tirado dela, alcançando-se a forma desejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que neste momento estamos vencendo uma etapa e fechando um ciclo, mas ai de nós, nesta noite de formatura, se nos considerarmos plenamente formados. Porque ao nos julgarmos prontos, paramos de crescer. Ao nos sentirmos concluídos, nada mais há a acrescentar. Se nos supomos formados, não há mais espaço para novas formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, colegas, quero sugerir que, ao deixarmos este auditório com o título de psicólogo, saiamos ainda &lt;em&gt;formandos&lt;/em&gt;, na busca de uma contínua formação profissional e pessoal. Muita coisa ainda há para se aprender, muitas experiências ainda hão de ser vividas, muitos caminhos a serem trilhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso não estamos prontos. Demos alguns passos importantes, aprendemos muito nessa caminhada, mas a busca não pode cessar nesta noite, como se o título universitário fosse um fim em si mesmo, como se o diploma acadêmico fosse o último degrau de nosso aprendizado. Por isso tenho medo da palavra "formado", medo de que ela, sem querer, nos engane, e nos leve a um estado de acomodação, ou a uma condição de conformismo. Aliás, a palavra "conformismo" deve ser parente próxima da palavra "formado". Conformar: tomar a mesma forma, amoldar-se, ajustar-se. Creio que o desafio para nós, psicólogos, é de buscar não a conformação, mas sim a transformação. Transformação. Transformar: "dar nova forma". Então permitam-me atrever-me mais um pouco. Não saiamos daqui como &lt;em&gt;formados&lt;/em&gt;, nem como &lt;em&gt;formandos&lt;/em&gt;, mas como "&lt;em&gt;transformandos&lt;/em&gt;", fazendo do exercício de nossa profissão um instrumento de transformação..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui eu trago o segundo desafio desta noite: o desafio da &lt;strong&gt;transformação social&lt;/strong&gt;. Pode parecer estranho um psicólogo falar em mudança social como sendo um projeto da Psicologia, e tal estranheza se dá pelo fato de que a Psicologia é vista tradicionalmente como a "Ciência da Alma", numa concepção que separa a alma do homem todo. Nosso desafio é, a partir de nossa prática profissional, contribuir na construção de uma Psicologia que seja "Ciência do Homem Integral", do homem que deve ser pensado e analisado a partir do seu contexto social, de sua história, e de sua cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, nosso desafio é participar de uma geração de psicólogos engajados nas lutas históricas do Homem, e poder contribuir para que a Psicologia, como campo de conhecimento, e também como profissão, seja um agente de promoção de questionamentos, de reflexões, de novas perguntas, de uma nova consciência social e política. "&lt;em&gt;Transformandos&lt;/em&gt;" comprometidos com a transformação da sociedade na qual estamos inseridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como levar adiante tão grande tarefa? Eu lanço aqui então, o terceiro e último desafio desta noite: o desafio ético. Onde quer que estejamos, seja lá qual for a área de atuação em que estivermos trabalhando, seja na escola, seja nos hospitais e postos de saúde, seja nos clubes esportivos, na clínica, nas empresas, onde for, gostaria que nos lembrássemos deste terceiro desafio: nossa caminhada profissional só tem uma trilha pela qual andar: &lt;strong&gt;o caminho da ética&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ética é a última palavra que eu gostaria de deixar ecoando nesta noite. Porém, mais do que uma palavra bonita e atual, a Ética deve ser uma postura adotada por nós como modo de atuar e modo de ser Psicólogo. A despeito de tão falada e propalada no nosso contexto atual, sabemos o quanto a nossa sociedade ainda está carente de uma consciência Ética. E isto torna o desafio mais difícil ainda. Porque o espírito da sociedade contemporânea nos empurra constantemente para longe da Ética, e nos convida insistentemente a ferí-la e a ignorá-la, em favor de outros interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, meus colegas, o caminho da ética é o caminho do compromisso com a saúde humana, do compromisso com o respeito à singularidade de cada pessoa, é o caminho do compromisso com a transformação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram três os desafios apresentados nesta noite: o desafio da formação profissional contínua, o desafio da transformação social, e o desafio da postura ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu espero sinceramente que estes desafios estejam sempre presentes em nossa mente, e em nossa prática profissional, e que no futuro, quando alguém vier perguntar o que o orador da turma de vocês falou na noite de formatura, vocês ainda possam se lembrar destes desafios, não por alguma consideração ao orador, mas sim porque sem o enfrentamento constante destes três desafios, nossa profissão perde a razão de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus nos ajude nesta luta.&lt;br /&gt;Muito obrigado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-1681883058574334449?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/1681883058574334449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=1681883058574334449&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/1681883058574334449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/1681883058574334449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2007/08/dia-do-psiclogo.html' title='Dia do Psicólogo'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-8138763905783737160</id><published>2007-03-20T14:33:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T14:47:53.906-03:00</updated><title type='text'>Conversando sobre a morte - Parte II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Anotações importantes para quem vivencia experiências de morte na família:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt; A vontade de "parar o tempo" e a sensação de que "a vida acabou" são comuns ao momento da perda. Tristeza, culpa, dor, sensação de vazio, e muitos outros sentimentos vêm à tona, e precisam ser vivenciados. O processo de luto leva tempo, e a reorganização pessoal e familiar se dá lentamente, sem fórmulas mágicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A procura por auxílio profissional é importante no processo de aceitação da perda. Falar sobre a dor com alguém de fora da família é benéfico, e serve como uma espécie de ritual para aliviar o sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os rituais de luto são uma importante maneira de elaborar a perda, facilitando a expressão da dor. Isto também vale para as crianças, que devem ser autorizadas a participar de tudo o que queiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na medida do possível, voltar à rotina aos poucos ajudará a restabelecer as atividades do cotidiano – escola, trabalho, convívio social. Apesar do impacto inicial, que desestabiliza o sistema, tais atividades não devem ser paralisadas por tempo prolongado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Falar sobre a morte e chorar sempre que tiver vontade ajuda. "Engolir o choro" ou "ser forte" neste momento não ajuda muito. O luto é elaborado na medida em que se entra em contato com a dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fazer visitas ao cemitério, escrever cartas, ver fotografias, são atitudes que podem contribuir para uma maior assimilação da perda. Muitas vezes é necessário que haja um tempo de readaptação até ser possível realizar tais atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O sentimento de culpa é muito comum em casos de suicídio ou acidentes. Há uma forte sensação de que se poderia ter feito algo para evitar (fantasia de onipotência). Esse pensamento impede que se viva a realidade da perda. A culpa é, em certa medida, uma forma de fugir da dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Respeitar os limites pessoais no processo de luto. Cada pessoa é diferente, e possui maneiras e recursos diferentes para lidar com a dor. O tempo de cada um também é diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Envolvimento em novas atividades. Alguns se aproximam da religião, outros envolvem-se em causas, ou dedicam-se ao esporte ou atividades artísticas. Desde que isto não seja apenas uma fuga para negar a dor, pode ser bastante benéfico para não ficar paralisado por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É importante não esconder as circunstâncias ou causas da morte, às vezes envolvidas por tabus e preconceitos. Quando há segredos, as pessoas, além de criar explicações fantasiosas sobre a perda, correm o risco de repetir a história e entrar numa ciranda de perdas sucessivas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Assistir filmes ou ler livros que tratam do tema da morte também pode ajudar no processo de assimilação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É importante questionar o impulso de realizar mudanças bruscas imediatas, como mudança de casa ou de cidade. As mudanças que o episódio da morte traz à família já são, em si, difíceis. É preferível, na maioria dos casos, esperar passar um tempo para decisões importantes que envolvam outras perdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É importante ficar atento para não esquecer ou rejeitar os familiares ainda vivos (outros filhos, por exemplo). Muitas vezes frases do tipo "não tenho mais razão pra viver" não permitem que se perceba a existência e continuidade da vida dos que estão vivos.&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte do artigo &lt;a href="http://jdpsico.blogspot.com/2006/10/conversando-sobre-morte.html" target="_blank"&gt;está aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-8138763905783737160?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/8138763905783737160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=8138763905783737160&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/8138763905783737160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/8138763905783737160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2007/03/conversando-sobre-morte-parte-ii.html' title='Conversando sobre a morte - Parte II'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-116857584728663098</id><published>2007-01-12T02:08:00.000-02:00</published><updated>2007-01-12T13:23:02.570-02:00</updated><title type='text'>Alzheimer</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7452/64/1600/617577/abre262.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7452/64/200/424456/abre262.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reproduzo hoje alguns trechos de uma importante reportagem da &lt;a href="http://www2.uol.com.br/vivermente/" target="_blank"&gt;Revista Mente &amp; Cérebro&lt;/a&gt;, que está nas bancas neste mês de janeiro, sobre a Doença de Alzheimer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A doença de Alzheimer é extremamente rara em pessoas com menos de 60 anos, nas quais problemas de memória quase sempre são conseqüências do stress ou da depressão. A partir da sexta década de vida, porém, o risco de desenvolver a doença aumenta significativamente. Para se ter uma idéia, entre 60 e 65 anos, uma em cada 20 pessoas é diagnosticada com o distúrbio; acima dos 85, essa relação é de um para quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A demência de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que acomete neurônios de diversas regiões cerebrais. Por isso os indivíduos afetados não sofrem apenas de problemas de memória, mas também de outros distúrbios cognitivos que incluem a fala, a capacidade de concentração, de orientação espacial, de raciocínio e cálculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há cura e as terapias disponíveis apenas retardam o desenvolvimento da doença por alguns poucos anos. A administração de drogas para aumentar os níveis do neurotransmissor acetilcolina no cérebro, por exemplo, auxilia a comunicação neuronal e tende a desacelerar sua degeneração. Esse tratamento é até três vezes mais eficaz no estágio inicial da doença do que mais tarde, quando os sintomas se desenvolveram por completo e a transmissão entre os neurônios já foi comprometida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diagnóstico precoce, portanto, é fundamental. Na verdade, a comprovação inequívoca de que alguém sofre de Alzheimer só é possível por meio da análise do tecido cerebral e só pode ser realizada, obviamente, depois da morte do paciente. Para diferenciar a doença de Alzheimer de outros tipos de demência e distúrbios neurológicos na prática clínica, a medicina dispõe de testes neuropsicológicos e procedimentos de imageamento que permitem inferir o estado de deterioração cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum os idosos terem dificuldades de se lembrar de determinados eventos. Se esses esquecimentos se mantêm estáveis ou pioram lentamente, os médicos os consideram sintomas normais do envelhecimento. Nesses casos, métodos de imageamento revelam pequena redução do volume cerebral e certa limitação das atividades do lobo frontal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os distúrbios cognitivos leves se distinguem pela recorrência dos lapsos de memória. Além disso, os pacientes têm problemas para memorizar acontecimentos atuais. O cérebro deles sofre atrofia em certas regiões, especialmente no hipocampo e no lobo temporal. A atividade do córtex cingular posterior e da região intermediária entre os lobos temporal e parietal (lobo temporoparietal) também se reduz. A evolução desse tipo de distúrbio é variável e deve ser supervisionada por um médico em intervalos regulares de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os problemas de memória e alterações anatômicas do cérebro aumentam rapidamente, é quase certo que o diagnóstico seja a doença de Alzheimer. Além de não se lembrarem dos acontecimentos passados, os pacientes têm dificuldades de memorizar novas informações. Os primeiros indícios geralmente revelam mais de uma função cognitiva afetada, como fala e concentração. Nos estágios mais avançados, todas elas costumam ficar comprometidas. Os exames de imagens mostram nítida diminuição do tamanho do hipocampo desses pacientes, bem como do córtex cingular posterior e do lobo temporoparietal. Na fase final da doença as lesões comprometem também todo o córtex frontal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos testes neuropsicológicos, da ressonância magnética e da tomografia por emissão de pósitrons, os cientistas contam com uma nova ferramenta para identificar as alterações anatômicas típicas da doença de Alzheimer: o imageamento por tensor de difusão (DTI, na sigla em inglês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um tipo de ressonância magnética que permite a caracterização da estrutura de tecidos fibrosos (como as fibras nervosas) por meio de medidas locais da difusão de moléculas de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tecidos saudáveis, elas correm ao longo dos axônios; na doença de Alzheimer a membrana axonal é danificada, atrapalhando a movimentação dessas moléculas. A DTI mede essa diferença e revela lesões muito precoces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra inovação na área de diagnóstico por imagem foi anunciada em 2005 por pesquisadores japoneses do Instituto Riken de Pesquisas Cerebrais, em Saitama. Eles conseguiram tornar visíveis as placas de proteína amilóide no cérebro de ratos com Alzheimer, no qual foi injetada uma molécula capaz de ultrapassar a barreira hematoencefálica e se fixar nos depósitos de proteína. A substância injetada foi marcada com flúor-19, que aparece em destaque nas imagens de ressonância magnética e, logo, revela a localização precisa das placas amilóides. O procedimento ainda está em fase de testes em animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alterações na bioquímica cerebral também podem ser usadas para fins diagnósticos. Harald Hampel, da Universidade Ludwig-Maximillian, em Munique, aposta na proteína tau modificada. Nos pacientes com Alzheimer ela apresenta fosfato em excesso, o que compromete sua função de suporte e faz com que os neurônios percam estabilidade. Como a proteína tau é encontrada também no liquor, pode ser facilmente coletada e converter-se, no futuro, em um marcador biológico da doença de Alzheimer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo clínico do qual participaram 77 voluntários com distúrbios leves de memória mostrou que a maior concentração da proteína tau no liquor se correlacionou à severidade dos prejuízos cognitivos.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A notícia do Alzheimer abala qualquer família, e poucas estão preparadas para a responsabilidade e a sobrecarga que é cuidar de um portador da doença. A &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Associação Brasileira de Alzheimer&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (Abraz) oferece apoio e orientação sobre tratamento e aspectos cotidianos do acompanhamento do paciente. Formada por parentes de portadores e profissionais de saúde, a Abraz está presente em 16 estados (incluindo Santa Catarina). O telefone para contato é 0800-55-1906. Para saber mais, faça uma visita ao Site: &lt;a href="www.abraz.org.br" target="_blank"&gt;www.abraz.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-116857584728663098?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/116857584728663098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=116857584728663098&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116857584728663098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116857584728663098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2007/01/alzheimer.html' title='Alzheimer'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-116541721497659786</id><published>2006-12-07T00:03:00.000-02:00</published><updated>2006-12-07T00:07:03.806-02:00</updated><title type='text'>Tênis ou Frescobol ?</title><content type='html'>Por Rubem Alves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: "Eu te amo, eu te amo..." Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\' não quer dizer mais nada." É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\'. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...(O retorno e terno, p. 51.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: &lt;a href="http://www.rubemalves.com.br/tenisfrescobol.htm " target="_blank"&gt;http://www.rubemalves.com.br/tenisfrescobol.htm &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-116541721497659786?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/116541721497659786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=116541721497659786&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116541721497659786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116541721497659786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2006/12/tnis-ou-frescobol.html' title='Tênis ou Frescobol ?'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-116468259266985015</id><published>2006-11-28T00:55:00.000-02:00</published><updated>2007-07-07T13:32:50.423-03:00</updated><title type='text'>Adolescência: dilemas e oportunidades</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O período da adolescência é marcado por uma série de profundas mudanças, que atingem não apenas o adolescente, mas toda a família envolvida no processo. Este período, geralmente concebido como sinônimo de crise, angústia, perturbação e turbulência, também pode ser uma oportunidade de crescimento, se observado numa perspectiva mais ampla, levando-se em conta a complexidade da vida familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se compreendermos a família como um sistema em constante transformação, entenderemos a adolescência como um momento especial que impulsionará a família na direção de novas configurações e novos padrões de interação. Sob o ponto de vista sistêmico, portanto, a adolescência caracteriza-se como um período de transformação e reorganização das relações familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que uma experiência pessoal vivida por um determinado indivíduo, a adolescência é a experiência coletiva de uma família em transição e em interação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando falamos de adolescência, falamos não apenas do adolescente, mas de todo o sistema familiar, pois o crescimento dos filhos pressupõe também o desenvolvimento dos pais diante desta nova realidade, assim como exige também um reposicionamento dos avós, irmãos mais velhos, irmãos mais novos, tios, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desta nova realidade resultam importantes mudanças, que fazem deste tempo um processo necessário no caminho da maturidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autoridade unilateral até então exercida pelos pais sobre suas crianças desloca-se para uma autoridade mútua em que os adolescentes compartilham mais ativamente do processo de tomada de decisão, e passam a exercitar um aumento gradual de responsabilidade pessoal sobre si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste momento que os processos de diferenciação pessoal ganham força, intensificando no adolescente a busca por uma identidade própria, autônoma, separada das identificações com os pais. Para isso, necessitam expressar suas críticas, assumir posturas, fazer escolhas, muitas vezes em oposição aos próprios pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste momento também que surgem com força total as ambivalências da adolescência: o desejo de crescer se funde com o desejo de continuar criança; o movimento de oposição aos pais se dá ao mesmo tempo em que buscam a confirmação paterna; ao lado do pedido de "&lt;em&gt;não me incomode&lt;/em&gt;", vem a solicitação de "&lt;em&gt;não me abandone&lt;/em&gt;"; enquanto dizem "&lt;em&gt;sou dono do meu nariz&lt;/em&gt;" também pedem "&lt;em&gt;fiquem de olho em mim&lt;/em&gt;"; ao mesmo tempo que suplicam por liberdade, demonstram que necessitam de limites claros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, os pais, mergulhados neste mundo novo da adolescência de seus filhos, também vivenciam seus próprios dilemas, que os colocam em sentimentos paradoxais em relação a esta nova fase do ciclo de vida da família. Os sentimentos ambíguos não são apenas privilégio dos adolescentes. Os pais também vivem os seus, que podem ser exemplificados com a expressão: "&lt;em&gt;que bom, meu filho está crescendo, que pena, meu filho está crescendo&lt;/em&gt;". Vivem o paradoxo de ver com alegria seu filho se independizando, ao mesmo tempo em que sentem o fato de não serem mais necessários da mesma maneira. Juntamente com a alegria de ver seus filhos tornando-se autônomos, rondam fantasmas de abandono e perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender os dilemas e paradoxos que se apresentam a cada um nesta fase certamente possibilitará uma maior compreensão dos sentimentos e emoções que tornam este período tão especial e misterioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob esta ótica, podemos nos arriscar a "despatologizar" o período da adolescência, comumente visto como um período de crise e turbulência, e pensá-lo como um tempo rico de transformação e reorganização familiar, de crescimento positivo e exploração criativa das possibilidades da família. Um tempo de novos desafios, na busca de uma comunicação saudável, de cuidado, de suporte e confiança mútuos. Um tempo de exercitar flexibilidade, e de encorajar o adolescente a se tornar um adulto autônomo e criativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;br /&gt;CARTER, Beth; McGGOLDRICK, Monica. As mudanças no ciclo de vida familiar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.&lt;br /&gt;BATISTA NETO, Francisco; OSÓRIO, Luiz.C. Aprendendo a conviver com adolescentes. Florianópolis: Editora Insular, 2. ed. 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Palavras que podem fazer diferença&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Limites&lt;/strong&gt;. Os adolescentes necessitam de regras apropriadas e limites claros. Em excesso, desestimularão o crescimento e a independência, mas a falta de limites e regras pode ser vivenciada pelo adolescente como desinteresse por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autonomia&lt;/strong&gt;. Autonomia não é sinônimo de abandono. Os adolescentes precisam aprender a "caminhar com as próprias pernas", assumindo aos poucos novas responsabilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autoridade&lt;/strong&gt;. Autoridade não é autoritarismo. Pais que exercem autoridade saudável contribuem para o equilíbrio emocional do adolescente. Porém, atitudes autoritárias só amplificam o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adaptação&lt;/strong&gt;. Soluções que funcionavam no estágio anterior (infância) não necessariamente funcionarão no ciclo da adolescência. O desafio é adaptar-se e descobrir novas alternativas de resolução de conflitos. Para isso, é fundamental o exercício da flexibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Afetividade&lt;/strong&gt;. Deixar a infância para trás não implica deixar o afeto no passado. Se não dá mais pra pegar no colo na frente dos coleguinhas (isso é “pagar mico!”), os pais podem descobrir novas maneiras de continuar mostrando amor e afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vida conjugal&lt;/strong&gt;. A adolescência é uma oportunidade para os pais reinvestirem em sua relação conjugal, pois juntos poderão sentir-se mutuamente fortalecidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-116468259266985015?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/116468259266985015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=116468259266985015&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116468259266985015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116468259266985015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2006/11/adolescncia-dilemas-e-oportunidades.html' title='Adolescência: dilemas e oportunidades'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-116382057562625200</id><published>2006-11-18T01:22:00.000-02:00</published><updated>2006-11-18T02:24:28.376-02:00</updated><title type='text'>Diálogo e leitura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A seguir, publico artigo extraído da revista &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br" target="_blank"&gt;Carta Capital&lt;/a&gt; de 15 de novembro de 2006, assinado por Rogério Tuma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;DIÁLOGO FAZ BEM, LER TAMBÉM&lt;br /&gt;Uma proposta. Pais, conversem e leiam com seus filhos. Nunca é cedo nem tarde demais para começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma publicação especial da revista Attachment and Human Development, de setembro, da Universidade de Illinois, pode funcionar como uma bíblia para os interessados em recursos humanos. Nela, um estudo da instituição de ensino mostra que os pais que conversam com os filhos sobre fatos ocorridos e suas afetividades e expressam melhor suas emoções, provocam nas crianças o desenvolvimento da auto-estima, melhores mecanismos de segurança nas relações e maior competência para o convívio social. O estudo, feito por Kelly Bost, avaliou o diálogo de 90 mães com seus filhos de até 3 anos. Segundo o resultado, aquelas que mantinham diálogos mais elaborados com seus filhos os tornavam mais seguros e próximos a elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisadora acredita que, em um diálogo mais elaborado, a troca de informações é muito maior e o estímulo a procurar reminiscências e vivenciá-las novamente desenvolve mais a memória e a capacidade de contar suas próprias histórias e, portanto, de expressar seus sentimentos com maior clareza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pais que conversam mais com os filhos também os estimulam a fazer o mesmo e promovem diálogos muito mais ricos, detalhados e interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa capacidade acaba sendo levada para a idade adulta, quando precisamos expressar melhor nossas opiniões aos parceiros, colegas de trabalho e ser mais seguros quanto à exposição de idéias ao chefe ou cliente, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisadora também avaliou a capacidade das mães de se expressarem em relações interpessoais com adultos. Segundo o resultado, as mães transferem aos filhos as relações que elas têm com os pais. Na verdade, a própria sensação de segurança e de auto-estima da mãe a faz conversar melhor com os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A especialista aconselha: “Sempre que puder, dialogue com seu filho, estimule-o evocando histórias passadas, pois assim você os ajuda a organizá-las mentalmente e a poder contá-las para as outras pessoas também”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na conferência de desenvolvimento da linguagem da Universidade de Boston, realizada recentemente, foi apresentado um interessante estudo que compara o uso do livro eletrônico com o livro impresso no desenvolvimento da leitura. A conclusão é de que o tradicional livro impresso promove uma interação bem mais positiva entre os pais e as crianças e estimulava o desenvolvimento das crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autoras, Julia Parish-Morris, da Temple University, e Molly Colins, do Erikson Institute, acreditam que a pressão da indústria está tornando a mídia eletrônica extremamente popular e, com isso, os pais – e alguns governos – estão comprando a falsa idéia de que a mídia eletrônica é essencial para o desenvolvimento das crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comparadas às interações e comentários provocados pela leitura conjunta de pais e filhos dos dois tipos de livros, o tradicional era duas vezes mais estimulante que a leitura do e-book. De acordo com as pesquisadoras, o problema é que os pais, ao lerem os livros impressos, conseguem com maior facilidade interagir com os filhos. Já a experiência digital conjunta é truncada. Elas afirmam: “E-books não substituem os livros impressos e muito menos seres humanos”.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-116382057562625200?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/116382057562625200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=116382057562625200&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116382057562625200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116382057562625200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2006/11/dilogo-e-leitura.html' title='Diálogo e leitura'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-116307340863341964</id><published>2006-11-09T09:49:00.000-02:00</published><updated>2006-11-09T16:28:17.200-02:00</updated><title type='text'>Bibliografia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Aos alunos da Renata Pereira, na Univali, disponibilizo uma pequena bibliografia que serve como introdução ao pensamento sistêmico e à sua prática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Pensamento Sistêmico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;CAPRA, F. &lt;em&gt;A teia da vida&lt;/em&gt;. São Paulo: Cultrix, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VASCONCELLOS,M.J.E. &lt;em&gt;Pensamento sistêmico: o novo paradigma da ciência&lt;/em&gt;. Campinas, SP,Papirus, 2002 . &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Prática sistêmica&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MINUCHIN, S. &lt;em&gt;Famílias: funcionamento e tratamento&lt;/em&gt;. Porto Alegre: Artes Médicas, 1982.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANDOLFI M., ANGELO C., MENGHI P. &amp; NICOLO-CORIGLIANO A.M. &lt;em&gt;Por trás da máscara familiar&lt;/em&gt;. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAPP. P. &lt;em&gt;O dilema da mudança&lt;/em&gt;. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Construcionismo e terapias narrativas &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;MCNAMEE, S. &amp;amp; GERGEN, K.J. – &lt;em&gt;A terapia como construção social&lt;/em&gt;. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANDERSEN, Tom. &lt;em&gt;Processos reflexivos&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Noos, 2002*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WHITE, Michael &amp;amp; EPSTON, David. &lt;em&gt;Medios narrativos para fines terapéuticos&lt;/em&gt;. Barcelona: Ediciones Paidós. 1993. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-116307340863341964?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/116307340863341964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=116307340863341964&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116307340863341964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116307340863341964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2006/11/bibliografia.html' title='Bibliografia'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-116221464902798401</id><published>2006-10-30T10:22:00.000-03:00</published><updated>2006-10-30T10:26:54.586-03:00</updated><title type='text'>Conversando sobre Morte</title><content type='html'>Reproduzo hoje artigo que escrevi para a Revista Dimensão, da Escola de Pais de Florianópolis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa manhã, quando eu estava ainda no início de minha vida profissional, fui chamado ao telefone. Do outro lado da linha uma pessoa solicitava ajuda terapêutica para lidar com o luto de seu filho que acabara de falecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro instante, a possibilidade e o desejo de aprender mais se confundiam com os temores advindos da responsabilidade de poder ajudar uma família que estava passando por uma experiência tão difícil e delicada, como a morte de um filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude perceber que os sentimentos evocados em mim naquele momento eram também um reflexo de como a sociedade lida com o tema da morte. Os temores, as angústias, os receios, os medos, a falta de respostas, a ausência de palavras, a busca de explicações, a sensação de impotência, todo este “arsenal de sentimentos” faria parte, a partir de então, de uma longa jornada de luto ao lado de meu cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos nós, a experiência da morte é vivenciada como um momento de grande sofrimento, em que vem à tona uma gama de sentimentos como incredulidade, espanto, raiva, tristeza, pesar, desconsolo, impotência, vazio interior, futilidade, ansiedade, desespero, indignação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perda de um ente querido modifica a estrutura familiar, e geralmente requer a reorganização do sistema como um todo. Portanto, é uma experiência que impõe desafios adaptativos para a família e cada um de seus membros individualmente. O luto, então, é visto como este período necessário, para recolocar em ordem a vida e reorganizar o sistema familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, tal reorganização não significa uma resolução, no sentido de aceitação completa e definitiva da perda, mas envolve a descoberta de maneiras de assimilá-la e seguir em frente com a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, um dos aspectos mais difíceis para a família no tempo de luto seja a comunicação intra-familiar, ou seja, a possibilidade de compartilhar abertamente sobre a experiência da morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade vem pelo fato de que a vivência familiar do luto, e a dor advinda desta vivência, muitas vezes acionam nos membros da família o desejo de proteger o outro membro de seu sofrimento, bem como proteger a si mesmo da ansiedade de ver o outro sofrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “saída” para este dilema passa a ser o silêncio e a tentativa de ocultar as emoções e reações emocionais, evitando tocar no assunto da morte. Porém, os efeitos desta postura são contrários ao que se deseja, pois a comunicação familiar fica prejudicada, alimentando fantasias secretas, num ambiente em que todos sofrem em silêncio e escondidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio então é buscar obter algum controle sobre suas próprias reações à ansiedade do outro, para abrir a possibilidade de se conversar sobre a morte e sobre a dor experimentada por cada um. Assim, neste sistema de relacionamento aberto, o indivíduo está livre para comunicar ao outro seus pensamentos internos, sentimentos, angústias e fantasias, possibilitando a construção de um ambiente propício a descobertas de novos caminhos para a reorganização familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de luto pode durar anos, durante os quais cada evento, estação, feriado e aniversário acionarão novamente a antiga sensação de perda. Enquanto este processo continua, a família vai se ajustando à ausência de seu membro morto. Os papéis e as tarefas são redistribuídos, novos relacionamentos são formados e as antigas alianças são transformadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eventualmente, chega um momento em que a maioria das famílias consegue, de forma geral, assimilar sua perda, embora o luto nunca seja totalmente terminado. Sempre haverá eventos que evocam lembranças da pessoa perdida, mas, com o tempo e a cicatrização, a dor se torna menos crua e intensa, liberando energia para outros relacionamentos e possibilitando a re-incorporação da pessoa que morreu sob uma nova perspectiva na história familiar. Afinal, quando um membro da família morre, o relacionamento com esse membro não morre, nem tampouco a sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lidar com a morte e o luto envolve um processo, sem fórmulas mágicas e prontas. Cada experiência de perda é única, assim como são únicos os passos e desafios necessários para a elaboração de cada uma destas experiências. É uma jornada caracterizada por uma complexidade emocional e relacional, que nos remete à finitude da existência humana, e nos convida a posicionar a morte como parte inexorável da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;BOWEN, Murray. A reação da família à morte. In WALSH, Froma. &amp; MC. GOLDRICK, Monica. Morte na família: sobrevivendo às perdas. Porto Alegre: ArtMed, 1998.&lt;br /&gt;WHITE, Michael. “Saying hullo again: the incorporation of the lost relationship in the resolution of grief”. In Selected Papers. Adelaide, Australia: Dulwich Centre Publications, 1988.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-116221464902798401?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/116221464902798401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=116221464902798401&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116221464902798401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116221464902798401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2006/10/conversando-sobre-morte.html' title='Conversando sobre Morte'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36637680.post-116186834121997510</id><published>2006-10-26T10:12:00.000-03:00</published><updated>2006-10-26T10:31:50.950-03:00</updated><title type='text'>Encontro de gerações</title><content type='html'>A família é um sistema dinâmico e relacional, em que várias pessoas compartilham experiências entre si, ao mesmo tempo em que vivem, individualmente, experiências diferentes. Ou seja, numa mesma família, numa mesma circunstância, cada membro está vivenciando algum momento específico e único de sua existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para exemplificar, vamos pensar numa família em que acabou de ocorrer o nascimento do segundo filho. A criança que acabou de nascer está vivendo sua primeira infância. O seu irmão mais velho, de 13 anos, começa a experimentar o desafio de sair de sua própria infância e entrar num mundo novo de novas descobertas: a adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais que, até então, eram pais de filho pequeno, agora passam a ser pais de filho adolescente e têm que lidar com as suas demandas emocionais e sociais, ao mesmo tempo em que, com o nascimento do bebê, voltam a re-experimentar o gosto de serem pais de um recém-nascido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, esses mesmos pais também são filhos, pois ainda se relacionam com seus próprios pais, visitando-os regularmente, e tendo uma convivência de proximidade com eles. Estes, por sua vez, estão vivenciando neste momento a experiência de serem avós pela segunda vez, mas pela primeira vez serão avós de um neto adolescente. E é melhor parar por aqui senão vai ficar cada vez mais complicado de entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este exemplo, se não deu um nó na cabeça do leitor, pode ajudar a entender o que estou querendo dizer com “sistema dinâmico e relacional”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família, então, pode ser vista como um sistema que se move através do tempo, em que a cada estágio do ciclo de vida, os papéis e funções de cada membro vão se configurando, e se modificando, formando uma espiral trans-geracional, com filhos, pais, avós, às vezes bisavós, todos mergulhados numa complexa teia de relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pensamos nos relacionamentos entre as gerações, temos que nos lembrar desta dinâmica, para não perdermos de vista esta complexidade que envolve a família e seus relacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pessoas de diferentes gerações se relacionam entre si, é natural que as diferenças de idéias, pensamentos, valores, comportamentos, venham a aparecer. Tais diferenças geram conflitos. E muitas vezes não há como evitar o conflito entre estas gerações. Entretanto, o conflito no convívio familiar também pode ser compreendido como uma crise saudável, capaz de proporcionar crescimento. É no conflito que também novas formas de pensar e  agir podem surgir, ampliando a experiência familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o conflito é muitas vezes inevitável, então qual é a alternativa que temos? De que outras maneiras o conflito pode ser vivido, sem que ele se eternize, e passe a dominar a vida da família, como um ditador que não permite que seus membros vivam em paz? Quais os desafios enfrentados pelas famílias de hoje, para que possam lidar, de maneira menos conflituosa, com as diferenças entre as gerações? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem acreditar em respostas simples, nem em fórmulas mágicas, quero sugerir três posturas que podem ser exercitadas e buscadas no contexto familiar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Negociação&lt;/strong&gt;. É importante que a família exercite a capacidade de negociar conflitos, com respeito mútuo pelas diferenças de cada um. Numa família, os diferentes momentos do ciclo de vida pelos quais passa cada membro fazem com que as necessidades sejam diferentes. Além disso, a visão de mundo, a linguagem, as experiências, tudo isto vai mudando na medida em que novas situações emergem na história da família. Isto requer de cada membro a possibilidade de permitir que opiniões divergentes possam ser manifestadas e as regras vigentes negociadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Flexibilidade&lt;/strong&gt;. Em cada família há determinadas regras, as quais funcionam bem em determinados momentos. Porém, outros contextos podem exigir uma reavaliação destas regras. A capacidade da família de ser flexível diante de situações novas pode facilitar a boa convivência entre as gerações, na medida em que permite ajustar-se às mudanças de maneira mais maleável. Famílias em que há uma rigidez muito forte tendem a ter mais dificuldades de adaptação a uma nova situação, elevando os níveis de stress e conflitos entre seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estabelecimento de fronteiras e funções&lt;/strong&gt;. O medo de repetir o padrão antigo de autoritarismo e intolerância dentro das famílias empurrou a família moderna a um outro extremo, em que se perdeu a possibilidade de estabelecer limites e hierarquias que possam ajudar a família a exercer em seus membros um papel formador e estruturante. Em alguns ambientes familiares será necessário resgatar estes papéis, incluindo os direitos, deveres e as limitações próprias de cada função, de maneira que esteja claro para cada membro da família qual é o lugar de cada um neste sistema. Filhos são filhos, pais são pais, e avós são avós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos falando bastante sobre os conflitos nos relacionamentos entre as diferentes gerações, mas não podemos deixar também de falar das grandes oportunidades contidas nestas relações. Nem só de conflitos vivem as gerações. Há também aprendizado. Pais, filhos, e avós podem sim, experimentar um convívio de troca recíproca, na medida em que tomam consciência de suas diferenças, de suas limitações e de suas funções na família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um ambiente de negociação, flexibilidade, fronteiras claras e compreensão mútua é possível fazer da família um espaço de crescimento individual, de construção da identidade, e de diferenciação pessoal, enquanto as gerações vão se movendo através da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que um dos desafios da família na atualidade consiste em tentar descobrir formas de diminuir as tensões existentes entre as gerações. Não se pode eliminar totalmente o conflito – ele é inevitável e faz parte do desenvolvimento familiar. Tampouco se deve negá-lo, como se num passe de mágica ele fosse deixar de existir. Mas talvez seja possível transformar o conflito em uma oportunidade de confluência, um ponto de encontro, e não desencontro, das distintas gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;br /&gt;Andolfi M., Angelo C., Menghi P. &amp; Nicolo-Corigliano A.M. – Por trás da máscara familiar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.&lt;br /&gt;Bowen Murray. De la familia al individuo. Barcelona, Paidós, 1991.&lt;br /&gt;Carter, B.; McGoldrick, M. As mudanças do ciclo de vida familiar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36637680-116186834121997510?l=jdpsico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jdpsico.blogspot.com/feeds/116186834121997510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36637680&amp;postID=116186834121997510&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116186834121997510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36637680/posts/default/116186834121997510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jdpsico.blogspot.com/2006/10/encontro-de-geraes.html' title='Encontro de gerações'/><author><name>jd</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
